www.passandoalimpo.com

Arthur Godoy Júnior

arthur007@uol.com.br

Telefone e WhatsApp (11) 99118-5007


São Paulo, 21 de junho de 2018

Atualizado às 08h20

online


A notícia mais importante desta atualização

Projeto de André Beck amplia participação popular e poderes da Câmara nas decisões de fechamento de ruas e avenidas

Todos os detalhes, logo abaixo...




- Projeto de Lei que está sendo apresentado pelo vereador André Beck (PSB) aumenta a participação popular e amplia os poderes da Câmara Municipal em qualquer decisão envolvendo ruas e avenidas da cidade. O projeto foi elaborado nestes últimos dias e está em fase de recolhimento de assinaturas. Deve ser votado em regime de urgência na próxima sessão, e em caso de uma segunda votação, logo em seguida, será encaminhada ao prefeito Afonso Macchione.

- Na prática, acaba obrigando a Prefeitura Municipal a realizar estudos de impacto econômico, ambiental e de mobilidade urbana. Além disso, a população precisa ser consultada e a própria Câmara Municipal e seus vereadores terão um poder maior para barrar ou aprovar qualquer iniciativa do prefeito ou de empresas privadas nas mudanças urbanas.

- O projeto impede, por exemplo, que estudos apresentados pela RUMO (empresa privada) possam ser usados em decisões da prefeitura. E mais, qualquer intenção em derrubar o viaduto da rua Sete de Setembro passe pelo crivo popular e também pelos vereadores. O prefeito Afonso Macchione tem anunciado que a decisão de aprovar o viaduto e fechar as ruas XV de Novembro e Florianópolis é exclusivamente sua. Com a aprovação do projeto, esta decisão passa para as mãos da população e dos vereadores.

- A prefeitura seria a obrigada a contratar os estudos, não sendo possível aceitar números de terceiros.

- Segundo o vereador André Beck, a intenção é aumentar a participação popular e dos próprios vereadores em legislação já em vigor. Por isso mesmo, o projeto é de Lei Complementar, alterando trechos do Plano Diretor e de Mobilidade Urbana, aprovado em 2016.

- Ao contrário do que o prefeito Afonso Macchione tem alegado através de Ações de Inconstitucionalidade, projeto desta natureza pode ser realizado pelo legislativo - pois é sua área de competência.

- A expectativa é que todos os vereadores votem favorável ao projeto. Tanto pela ampliação popular como pela aumento de poderes do próprio legislativo.

- Após a sua aprovação, nenhum tipo de mudança drástica nas principais vias da cidade, com total impedimento de passagem poderá ser realizado sem o cumprimento das novas regras. As mudanças propostas pela RUMO teriam que passar pela população, pela Câmara e com estudos contratados pela prefeitura.

A cada atualização, esta coluna receberá novos comentários e informações. Colabore enviando seu e-mail para arthur007@uol.com.br, com o título "Na Ponta da Pauta". Após recebermos a informação, realizaremos a checagem e publicação. Sigilo absoluto. Passando a Limpo: é você quem faz!


"Nós queremos trabalhar"

Câmara estudará lei para permitir que comerciantes voltem à Praça do Aeroporto

Na tarde desta quarta-feira, 20, ocorreu reunião entre vereadores e comerciantes de lanches que desejam voltar à Praça do Aeroporto. Eles mostraram as dificuldades que estão enfrentando após serem transferidos para o Parque dos Ypês

Há cerca de quatro meses o prefeito Afonso Macchione Neto transferiu os comerciantes do Food Park que trabalhavam na praça do aeroporto para o Parque dos Ipês, com a promessa de uma melhor infraestrutura, onde eles teriam uma condições de trabalho.

Porém, com o tempo, os comerciantes dizem que foram abandonados e o novo local não tem qualquer tipo de público e a queda no número de clientes foi drástica.

Na terça-feira, os trabalhadores tentaram voltar a atender no antigo local, praça do aeroporto, mas foram surpreendidos pela Guarda Municipal, que impediu o trabalho naquela região.

Estavam presentes o chefe de Gabinete, Caio Martani representando o presidente da Câmara Municipal, Enfermeiro Ari; o vice presidente, Wilson Paraná; o segundo secretário, Ditinho Muleta, assessores parlamentares e a imprensa regional.

“ Acreditamos na promessa do Prefeito, Afonso Macchione Neto, de que quando saíssemos da Praça do Aeroporto para irmos ao Parque dos Ipês, teríamos melhores condições de trabalho , com uma infraestrutura mais adequada para que possamos atender/receber os nossos clientes. Ocorre que, foi uma ilusão pois a melhora não veio e as vendas caíram naquele local. Dependemos e muito desse comércio, pois é o sustento de nossas famílias e também somos geradores de emprego, colaboramos para que não aumente ainda mais o número de desempregados em Catanduva”, afirmou um dos comerciantes que estava presente na reunião.

Após exposto os motivos, os vereadores se reuniram com o Corpo Jurídico da Casa de Leis para que estudem uma maneira de resolver esta situação, podendo criar uma Lei Especifica a qual trate sob as questões dos Food Trucks, e em seguida será marcado uma nova reunião com os comerciantes.


E o locutor Marcelo Falcão surpreendeu a todos com um veículo "estilizado". Com um "fora Cidimar" e "fora Machione" (sic), o carro pode ser visto pelas ruas da cidade. Possivelmente, os "homenageados" não devem ter gostado.

Você, amigo leitor, pode colaborar enviando imagens para arthur007@uol.com.br ou para o WhatsApp (11) 99118-5007.


- O vereador Cidimar Porto reconheceu ontem que a SAEC realizou obras na região que pertencia ao prefeito Afonso Macchione, no Alta Vista, proximidades do cemitério Monsenhor Albino. Porto não conseguiu entrar na CEI que irá apurar os trabalhos da SAEC no local, mas alegou que ao contrário do que as denúncias apontam, o local não era um loteamento mas um "desdobramento" de terrenos.

- Este tipo de argumento já havia sido apresentado pelo próprio prefeito. Por outro lado, em vídeo que está correndo as redes sociais o próprio Afonso Macchione se mostra contente com a venda maciça de seus terrenos no local. Inclusive, o "desdobramento", que não é empreendimento, ganhou até um nome: Alta Vista.

- As "intervenções" aconteceram em 2011, no segundo mandato do prefeito. Segundo as denúncias, os funcionários eram encaminhados para trabalharem em final de semana, pagos com horas extras, pela SAEC. Além dos funcionários, há denúncias que máquinas e até mesmo material da SAEC foram usados. Cidimar Porto defende que as obras ali ocorrem em toda a cidade e foi uma ligação entre dois bairros.

- A CEI que irá investigar os trabalhos da SAEC na área do prefeito está formada por Ditinho Muleta (presidente), Wilson Paraná (relator), André Beck, Maurício Gouvêa, Luis Pereira e Onofre Baraldi.

- O vereador Ditinho Muleta - que pediu a abertura da CEI - fez um amplo discurso apontando uma série de falhas e críticas da atual administração. A cada falha da administração ele apontava que "isso, senhor prefeito é demagogia".

- Cidimar Porto usou a tribuna para - com trechos da Bíblia - falar que o tempo é o senhor da razão e o tempo demonstrará que o prefeito está certo e sendo injustiçado com "CEIs" que está pré-julgando.

- André Beck também usou a tribuna e lamentou os atos de Macchione. E criticou pesadamente o ato de Macchione de chamar a Câmara Municipal e seus vereadores de fazerem "politicagem".

- Para Beck, o prefeito apenas atacou a Câmara após o legislativo assinar o pedido de CEI para investigar as denúncias de trabalho da SAEC em seu empreendimento. Lembrou ainda que Macchione está sendo investigado por duas CEIs, além da Saec e do Concreto, além de ter sido condenado a perder o cargo. Para rebater Cidimar Porto, Beck lembrou que Macchione não é santo, é falível. E lembrou que logo após a criação da CEI do concreto, o secretário Minervino saiu do governo.

- Para Maurício Gouvea, "até que se prove contrário", este é um "prefeito corrupto". Para Gouvea, toda a vida financeira de Macchione foi montada em cima de recursos públicos.

- Vale lembrar que Macchione já prestou serviços de transporte e coleta de lixos.

- Wilson Paraná chegou a mandar o "prefeito vá se tratar". E apontou que realmente a raiva do prefeito está ligado ao pedido de investigação dos atos de Macchione no passado. O vereador do PT diz que a atual administração continua com o firme propósito de derrubar o viaduto da Rua 7.

- Paraná lembrou que o Executivo acusou os vereadores de serem os responsáveis pelo fim da isenção da taxa de lixo para os aposentados. O vereador petista disse que irá montar um projeto em que irá isentar os aposentados de pagarem a taxa de lixo na cidade.

- O vereador completou dizendo que Macchione é o "Trump" de Catanduva.

- Amarildo Davoli não gostou de ser apontado como um dos defensores de Macchione.

- O presidente do Legislativo, Ari Enfermeiro, ocupou a tribuna e se disse magoado com Macchione. Lembrou que no ano passado ajudou financeiramente a prefeitura com recursos para a reconstrução da ponte da Matilat, obra que até hoje está inacabada.

- Ari Enfermeiro lamentou a postura do "homem" Afonso Macchione. Disse que sempre o tratou com respeito, e a recíproca não é verdadeira.

- Conselho Superior do Ministério Público determina que Promotoria de Catanduva reabra investigações sobre ex-secretária da Educação. Sandra Bonifácio exercia a função de secretária e dava aulas em escola particular. Para o Conselho, até mesmo o preenchimento do cartão de ponto, assinado pelo prefeito, está incorreto.

- O ex-prefeito José Alfredo esteve na Câmara Municipal onde anunciou que existe verba de R$ 48 milhões para o ano que vem destinada à retirada dos trilhos de trem da cidade.

- E ainda na sessão, o diretor "ad eternum" do IPMC, Edson Andrella informou que se as coisas continuarem do jeito que estão, em breve a prefeitura não terá dinheiro para pagar o dissídio anual dos funcionários.

- Todas estas falas dos vereadores, de Andrella e do ex-prefeito José Alfredo serão publicadas com detalhes e transcrições nas próximas atualizações do site Passando a Limpo.


Calma, está tudo sob controle...


Memória

Néder Abdo

Luiz Roberto Benatti

Anfitriões de rara finesse, mesmo se levarmos em conta os discretos padrões de época, Néder e Eunice nos recebiam em sua casa da Rua Bahia para animados papos em torno da política com pitadas de filosofia, no início dos anos 60s. Néder era primo de Luiz Carlos Rocha, interlocutor carregado de fúria e som, humor engatilhado. Outro de nós, mais comedido, porém afiado no domínio da Língua escorreita, era Renato Scatena Marão. Os velhos amigos do Barão migram para o país das sombras. Néder tinha voz sonora e, tanto quanto me recordo, com Paulo Cretella, Vicente Quaglia e Raymundo Rodrigues Martins, disputava o lugar da melhor retórica. O papo estendia-se e lá vinha o cafezinho. Confesso que Néder devia nutrir alguma preocupação com nossa formação tanto política quanto filosófica, porque nós, a rigor, não nos servíamos do cálice dos grandes católicos franceses como Chardin, Maritain (ou Alceu Amoroso Lima) e Bernanos, que pareciam ser as leituras de fundamento do dono da casa, mas, com sofreguidão, andávamos na companhia de Sartre, Camus, Simone de Beauvoir e outros transtornados.Com o encerramento do Colegial, nossos caminhos desdobraram-se por outras veredas, até que, 30 anos depois, na Livraria Contraponto, aos sábados, pude conversar com o filho Néder José sobre seu pai e novas leituras.


Opinião

Mônica

Arthur Godoy Júnior

Quem não se lembra de Mônica Samille Lewinsky? Se você, amigo leitor, não se recorda, foi uma estagiária da Casa Branca. Num determinado dia qualquer, talvez por falta de pauta ou maiores compromissos, se envolveu com o então presidente norte-americano Bill Clinton. E numa dessas tardes, fez sexo oral no presidente em pleno gabinete. Depois, passou a fofocar o ocorrido com uma confidente, que passou o caso para um consultor independente que por sua vez tinha um amigo que trabalhava em um jornal e o escândalo estava feito.

No meio de toda a investigação, o presidente negou que tenha tido relações sexuais com a estagiária. E acompanhamos o mundo perguntar: "sexo oral é relação sexual? Sim ou não?". Seria trágico se não fosse cômico. Homens engravatados, senhoras distintas, discutindo seriamente se a boca naquilo e aquilo na boca era uma forma de relação sexual. Pois Clinton negou, sob juramento, que tivesse mantido relações sexuais com Mônica. Depois, passou a debater se isso era ou não uma forma de relação sexual.

Foi inocentado, mas até hoje deve pedir permissão para deitar na mesma cama que Hillary. E dizem que é obrigado a levar o cachorro para passear todos os dias. Mesmo no inverno.

Mas onde entra esta história na discussão catanduvense? Ora, é simples. A discussão é "desdobramento é uma forma de loteamento"? Ou "loteamento é uma forma de desdobramento"? O vereador Ditinho Muleta recebeu a denúncia que a SAEC, aquela mesmo que não aperta um pino sem cobrar alguma coisa, foi usada pelo prefeito Afonso Macchione, em 2011, para trabalhar em um loteamento particular, de sua propriedade, localizado atrás do cemitério Monsenhor Albino. Em finais de semana, com horas extras comendo soltas, homens da autarquia trabalharam, usando máquinas e até mesmo material, naquelas ruas.

Foi solicitada uma investigação. Como este tipo de obra não dá para esconder, está lá, agora é negar que se trata de um loteamento, mas sim de um "desdobramento". O interessante é que temos vídeos do próprio prefeito comemorando a venda em tempo recorde dos terrenos, inclusive o desdobramento que não é loteamento, recebeu até um nome "Alta Vista". Eu não tenho loteamento e muito menos desdobramento. Mas, salvo engano, a partir do momento que existe um pedaço de terra particular, ele é dividido em terrenos e posto à venda, em larga escala, eu acho que é um loteamento. Inclusive, com publicidade sobre o assunto, etc e tal.

Agora, se em 2011, a SAEC trabalhou em um loteamento particular do prefeito, a situação é simples de resolver. A CEI tem todos os instrumentos para apurar, o material está lá, os depoimentos dos funcionários já estão inclusive em ato do Ministério Público, e caso se confirme esta irregularidade, cassa-se o prefeito, colocando em seu lugar a vice. Sem qualquer trauma, sem choro ou vela. Bem, talvez o vereador Cidimar Porto verta uma lágrima doída, mas não dá para fazer uma ometele sem quebrar os ovos.

E falando em ovos, caros amigos leitores. Para vocês, loteamento é um desdobramento? Ou desdobramento não é um loteamento? E sexo oral, é relação sexual, sim ou não?

Uma coisa é certa. Nosso Bill Clinton vai ter que se explicar muito para convencer o catanduvense que não pecou.

O vestido manchado se chama SAEC e a tubulação está lá, para quem quiser conferir....

Meu nome é Arthur Godoy.

Este é o site Passando a Limpo, atualizado diretamente de São Paulo.

E amigos leitores, fiquem bem. Onde quer que vocês estejam...


Justiça

Justiça cassa vereadores por retomarem parte dos salários de assessores

Vereadores e ex-parlamentares de Catanduva foram condenados por ato de improbidade administrativa acusados de exigir parte dos salários de assessores, conforme apontou investigação do Ministério Público iniciada em 2014. De acordo com a decisão da juíza da 1ª Vara Cível da cidade, Patrícia da Conceição Santos, eles foram condenados à perda da função pública. Entre os condenados está o atual presidente da Câmara, Aristides Jacinto Bruschi (PEN), o Ari Enfermeiro, e o vereador Wilson Aparecido Anastácio (PT), o Wilson Paraná, que é vice. Eles só perdem o mandato após o trânsito em julgado da decisão. Também foram condenados os ex-vereadores Aparecido de Lima, conhecido por Cido Verdureiro, e Vagner Luiz Bersa, o Palhaço Pimpão.

Na sentença, a magistrada determinou que eles terão de devolver o que pegaram irregularmente dos assessores durante a legislatura passada. Cido Verdureiro foi condenado a devolver cerca de R$ 11 mil a quatro ex-funcionárias. Wilson Paraná terá de devolver R$ 3,5 mil a uma ex-assessora, enquanto que Ari terá de ressarcir uma ex-assessora em R$ 13,3 mil. Pimpão terá de devolver R$ 5,9 mil a um ex-assessor. Os valores deverão ser corrigidos.

A juíza também suspendeu os seus direitos políticos dos quatro por 10 anos, aplicou multa no valor de três vezes o valor extorquido dos assessores e proibiu a contratação de serviços público também por 10 anos. "A utilização do cargo público por membro do Poder Legislativo, detentor de parcela do Poder do Estado, para finalidade ilícita e enriquecimento pessoal em detrimento de subordinado e em prejuízo ao interesse público, demonstra a gravidade da conduta dos requeridos", escreveu a juíza na sentença.

A ex-assessora Tânia Regina Lisboa dos Santos também foi condenada na mesma ação ao ressarcimento de R$ 11 mil - de forma solidária - para colegas, já que ela também cobrava a devolução de recursos, inclusive, com ameaças. Na decisão, no entanto, a juíza disse que não havia provas suficientes para comprovar serviços particulares feitos pelos assessores.

Os condenados negaram as acusações durante a tramitação do processo em primeira instância. Eles podem recorrer da decisão no Tribunal de Justiça. Por meio da assessoria, Wilson Paraná afirmou que a sentença é injusta e que irá recorrer para provar sua inocência. O presidente do Legislativo disse que pretende ingressar com recurso já nesta quarta-feira, 20. Ele esperava pela absolvição. "Como não veio a absolvição na primeira instância vou buscar na instância superior. Qualquer condenação é injusta para quem é inocente", afirmou.

Os ex-vereadores e a ex-assessora não foram encontrados para comentar o assunto.

Rodrigo Lima - Diário da Região


GUERRA

Macchione diz que Câmara Municipal faz "politicagem suja", anuncia que vai canalizar rio por decreto e fala que cada sessão do legislativo custa R$ 250 mil aos cofres públicos

O prefeito Afonso Macchione decidiu abrir toda a sua artilharia contra os vereadores da Câmara Municipal. Investigado por duas CEIs, e vendo que seus projetos estão sendo barrados pelos parlamentares, o prefeito anunciou neste domingo que considera as atuais decisões da Câmara como "politicagem suja". Macchione não se conforma com o fato de seu projeto de canalização do rio ser barrado pelos vereadores e o projeto que o autoriza a pagar o atrasado do dissídio dos servidores com o dinheiro da SAEC.

Abrindo a metralhadora giratória, Macchione disse que as decisões são "esdrúxulas" (termo já usado anteriormente para definir uma emenda de Amarildo Davoli), e que a Câmara Municipal deveria parar de ficar pintando prédio todo ano. O prefeito disse ainda que é um absurdo manter uma Câmara com R$ 11 milhões, dizendo que a população precisa saber que cada sessão dos vereadores custa aos cofres públicos a quantia de R$ 250 mil. Para o prefeito, a partir de agora, tentará governar por decreto. Inclusive, o início da canalização do rio São Domingos já começará com um direcionamento de R$ 2 milhões dos cofres públicos.

Sobre o dissídio dos municipiários, Macchione informou que pretende pagar os 5% e os R$ 30,00, mas os atrasados terão que respeitar a disponibilidade de caixa da prefeitura e um programa de pagamento. No início da semana, em reunião com comerciantes da baixada, o prefeito disse que não iria parar seu governo para pagar funcionários e não garantia a quitação dos atrasados dentro de seu mandato.

O secretário Fábio Manzano, numa postagem na rede social, criticou a Câmara Municipal por revogar a autorização da Guarda Municipal em multar. O governo anunciou que apesar da proibição legal, continuará a multar os motoristas através da Guarda Municipal. Manzano declarou que "É inadmissível afastar a guarda municipal de suas atribuições! A Câmara deveria se pautar pela austeridade, pela aplicação da Lei e da Ordem prioritariamente, porém, fazem o contrário. Vergonhoso! E isso não tem nada a ver com aceitar abusos ou arbitrariedades de qualquer autoridade ou agente municipal."

A crise entre Macchione e a Câmara atinge o seu auge justamente no momento em que os 13 vereadores assinam pedido de CEI do vereador Ditinho Muleta para investigar denúncia que o prefeito usou a estrutura da SAEC, paga com o dinheiro público, para obras em um loteamento de sua propriedade. O fato teria ocorrido em 2011 e veio à tona com denúncia de servidores. A promotoria pública de Catanduva já tem um inquérito sobre esta denúncia.


"Eles me obrigam a dizer um termo que eles não gostaram quando foi usado no passado. É uma decisão esdruxula. Uma decisão de brecar a administração pública, brecar benefícios para a cidade, benefícios esses já buscados pela comunidade desde a fundação do nosso município que temos problemas nas margens do rio e queremos resolver. O que a Câmara fez é inadmissível. É uma politicagem suja, baixa, de quem não quer o bem de Catanduva. É exatamente isso que aconteceu"

"Fizeram o adiamento sine die e fizeram uma lei autorizativa para usar os recursos para fazer o pagamento dos funcionários. Como é que vou fazer o pagamento dos funcionários, isso se fosse legal, se não tem a dotação orçamentária que não foi aprovada? Não tem muito sentido. Preciso me acalmar porque não vale a pena tamanhos dissabores"

"Estamos fazendo um cronograma físico financeiro da obra e vamos ver o que é possível usar através de decreto, quanto teríamos de eventual sobra, e vamos abrir o processo licitatório. Talvez para este ano utilizar em torno de uns R$ 2 milhões, se for possível, para que possamos iniciar a obra"

"Com relação aos atrasados, vamos ver quanto monta e fazer uma programação possível, com pé no chão. Temos outros compromissos também. Não adianta ficar fazendo essa balela, essa demagogia. Vamos ser sérios, vamos trabalhar para o município, vamos discutir projetos. A hora de política não é agora, é no último ano de mandato"

"Alguns vereadores da Câmara querem parar a administração. Não vão conseguir. Só vão conseguir se me tirarem daqui. Aí, paciência, o que posso fazer"

"Acho que a Câmara poderia fazer até um pouco de economia, ao invés de pintar o prédio todo ano, e colabore. Faça economia lá e ajude a pagar os funcionários. Tem recurso para isso. Tem sobra. Não se admite pagar R$ 11 mihões com uma Câmara Municipal. Cada sessão da Câmara custa R$ 250 mil. A população não sabe disso. Para fazer o que? Para atrapalhar muitas vezes o Município. Infelizmente é isso".

Prefeito Afonso Macchione, em ataque direto aos vereadores da Câmara Municipal que aprovaram projeto do Enfermeiro Ari o autorizando a usar o dinheiro da SAEC para pagar o atrasado do dissídio dos funcionários


Há um pouco menos de um ano...

O presidente da Câmara, Enfermeiro Ari, encaminhou para a prefeitura um cheque de R$ 600 mil para a construção da nova ponte da Matilat. A obra ainda não terminou.


HUMOR

Dissídio, canalização, Saec, Concrecat, AltaVista...


Câmara investigará denúncia de que Macchione e Minervino usaram a SAEC com dinheiro público em empreendimento particular do prefeito; Ministério Público já apura o caso; Macchione diz que precisa ver do que se trata

Na próxima terça-feira, 19, a Câmara Municipal de Catanduva instala uma comissão especial de inquérito (CEI) para apurar denúncia de que o prefeito Afonso Macchione, em sua gestão passada, usou maquinários, homens e materiais da SAEC em seu empreendimento particular. Os fatos já estão sendo apurados pelo Ministério Público que já ouviu testemunhas e trabalhadores da autarquia. Ao receber esta informação, o vereador Ditinho Muleta formulou o requerimento da CEI e passou três dias coletando assinaturas. Todos os vereadores assinaram. Luis Pereira, do PSDB, ainda argumentou que o caso já vinha sendo apurado pela promotoria, mesmo assim - com a insistência de Ditinho Muleta - assinou.

Na época, a SAEC era comandada pelo ex-secretário de Obras, Alfredo Minervino. Ele e Macchione já são investigados em outra CEI, solicitada por Maurício Gouvea. Nela, o vereador do PV apurar se a Concrecat - empresa de Minervino - fez pressão para que vencedores de licitações da prefeitura municipal comprassem seu concreto. E mais: se o ex-secretário seria um sócio laranja de Macchione na empresa. Nesta CEI, os trabalhos estão apenas começando. Apenas uma reunião foi realizada.

Segundo a denúncia desta nova apuração, Macchione e Minervino utilizavam funcionários da SAEC, além de maquinário e materiais, para um loteamento do prefeito. Os trabalhos aconteciam nos finais de semana, quando os funcionários da SAEC recebiam horas extras para trabalharem.

Entre os documentos apurados por Ditinho Muleta estão termo de depoimento de um funcionário da SAEC, Marcos Leandro Cunha, que declarou ter trabalho por mais de dois meses, aos sábados, domingos e feriados, onde toda a rede de esgoto do empreendimento AltaVisto, do prefeito, recebeu toda a rede de esgoto. O próprio funcionário informa que em caso de terrenos particulares a obrigação deste tipo de obra é por conta do proprietário do empreendimento. Cabe à SAEC apenas sua ligação com o sistema público.

A instalação da CEI encerra uma semana terrível para o prefeito municipal. Além de ver barrada a sua intenção de utilizar R$ 15 milhões para a canalização do Rio São Domingos, assistiu a Câmara Municipal aprovar uma lei que o autoriza a usar o dinheiro para pagar o dissídio dos funcionários. Macchione também foi derrotado em todos os seus projetos de criação de cargos.

As denúncias apresentadas pelo funcionário da SAEC e agora transformadas em CEI já são alvo do Ministério Público. O caso tramitava em segredo de Justiça, mas como se transformou em CEI, as investigações da Câmara Municipal são públicas.

Se as denúncias forem comprovadas, Afonso Macchione poderá ser cassado, além de responder nas áreas administrativa e penal.

O prefeito Afonso Macchione declarou que: "Preciso me informar melhor, mas é bom que se faça a CEI. Acho muito salutar porque as dúvidas precisam ser esclarecidas. Se eventualmente alguma irregularidade a gente paga por isso. Não sei do que se trata, preciso me inteirar. Mas não estou vendo nenhuma irregularidade, jamais cometeria uma irregularidade em sã consciência".




WhatsApp - (11) 9 9118-5007


PASSANDO A LIMPO NO FACEBOOK - CLIQUE AQUI E CURTA


De Catanduva para o Brasil...

CAMPANHA

DUDA E NETO

JÁ ALCANÇAMOS R$ 1.020,00

Olá amigos do Passando a Limpo, tudo bem?

Viemos pedir seu apoio. Nós fomos convidados pela Agência BR People para uma Convenção Nacional de Talentos, no centro de eventos NOVOTEL na Barra da Tijuca- Rio de Janeiro 13 e 14 de julho de 2018. Faremos uma audição com renomados produtores musicais, teremos a oportunidade de mostrar nosso talento e alavancar nossa carreira musical além de contatos que faremos.   

No entanto, não temos caixa e recursos para irmos à convenção. A maior parte de nossos shows são beneficentes e divulgações, apenas alguns com cachê. Fizemos um levantamento. A viagem com hospedagem e alimentação terá um custo médio de R$ 9.800,00.

Até o dia 06 de junho já alcançamos R$ 1.020,00. Sabemos que é o início de uma longa campanha. Agradecemos a todos que estão depositando algum valor.

Assim, pedimos, se possível, sua colaboração com qualquer valor.

O número da conta é:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

AGÊNCIA: 2967

CONTA POUPANÇA: 013 00013718-4

TITULAR DA CONTA:

JOSÉ LANDIM NETO

Agradecemos de coração!

Duda e Neto!


Colunismo mais que social tem nome e sobrenome:

Arlindo Gutemberg

PARA ENTRAR NA PÁGINA DE ARLINDO GUTEMBERG - NO FACEBUNDA - CLIQUE AQUI. DEPOIS, CURTA E SIGA. ATUALIZAÇÕES DIÁRIAS



http://twitter.com/arthurgodoyjr


Divulgação gratuita


Bom dia Arthur,

meu nome é Carlos, sou professor e assim como você um entusiasta de Catanduva. Estou extremamente preocupado com esta história da RUMO e gostaria de lhe pedir um favor: se você tiver a versão completa do projeto da RUMO de nos enviar, digo nos, porque trabalho no IFSP e estamos preparando um documento técnico para contra-argumentar o prefeito e sua péssima equipe técnica e política também. Estão envolvidos nesta empreitada professores da engenharia, alguns servidores e alunos do campus.

Penso que temos de fazer uma campanha pelas redes sociais e também, se for o caso, nos mobilizar e manifestações públicas.

Conte com o nosso apoio

Att

Carlos Junior

Mande seu recado, sua reclamação, sugestão, ajude a sua cidade. O e-mail para contato é arthur007@uol.com.br. Você pode clicar no link acima e escrever seu comentário.



PARA SABER MAIS INFORMAÇÕES DE CATANDUVA E REGIÃO:



Tempo e temperatura


Google


Atenção!

Para ter Passando a Limpo em seu órgão de informação, ou receber material editorial de Arthur Godoy Junior, entrar em contato com a direção do site pelos telefones, e-mail ou endereços citados nesta página. Consultorias em jornalismo e estratégias de informação também podem ser adquiridas pelo mesmo método.


ENTRE EM CONTATO

(017)

99119-2715

- Não precisa discar código de operadora. É direto!

ou...

(011) - 99118-5007

(011) - 2725-1346

E-mail: arthur007@uol.com.br


PODERES


Se você gostou deste site, acha que falta alguma coisa, colabore com a gente. Envie e-mail para arthur007@uol.com.br, ou telefone para (17) 99119-2715. Precisamos do seu apoio e incentivo, já que esta página é editada em São Paulo - S.P., a 385 km de Catanduva e região. Nossa intenção é informar, debater e ajudar. Mande suas informações, fotos, comentários. Ajude a manter este espaço. Agradecemos desde já. (Passando a Limpo)



Passando a Limpo é uma publicação on-line do jornalista Arthur Godoy Júnior (MTB 26.822) Endereço para contato: Rua Domingos Teotônio Jorge nr. 61 - Aricanduva - São Paulo - S.P, CEP 03904-040. Telefones: (17) 99119-2715, (0xx11) 2725-1346 e (0xx11) 99118-5007. E-mail: arthur007@uol.com.br - Hospedado na Locaweb - São Paulo. On-line desde 19/01/2003.