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Arthur Godoy Júnior

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São Paulo, 12 de fevereiro de 2016

Atualizado às 06h20


Divulgação gratuita


Silvio Salles

Prefeitura faz arrastão e limpa estádio; diretoria e torcedores agradecem

A paz voltou a reinar no Silvio Salles. Não pelo placar do jogo de ontem, quarta-feira, quando o Grêmio Catanduvense empatou com o São José pelo placar de 1 a 1. A equipe agora conta com duas vitórias e dois empates, estando com oito pontes na série A3. Porém, os problemas neste final de semana estavam ocorrendo fora do gramado, no matagal. O estádio estava completamente tomado pelo mato. Nesta quarta, equipes da prefeitura estiveram no local e durante todo o dia fizeram um verdadeiro arrastão.

Nom final da tarde, diretoria e torcedores estavam satisfeitos. O pedido realizado para a prefeitura municipal e fotos publicadas pelo site Passando a Limpo, transformaram o Silvio Salles. Todas as dependências foram roçadas e limpas. Quem esteve no estádio encontrou um novo visual.

Agora, é só torcer para o time dentro de campo.


Como se soluciona um problema.

Na terça-feira de Carnaval, logo pela manhã, Maurício e Alemão, os dois comandantes administrivos do Grêmio estiveram no Estádio Silvio Salles e se espantaram com o que viram: um verdadeiro matagal. O estádio estava tomado de mato, sujeira, um péssimo cartão postal. Maurício enviou mensagens ao prefeito Geraldo Vinholi e entrou em contato com o site Passando a Limpo. Vinholi encaminhou o pedido para um grupo de Whatsapp composto apenas por funcionários, diretores e secretários de governo. As fotos chegaram ao site logo após o almoço, sendo publicadas imediatamente.

Na mesma tarde, Giba, da Secretaria de Obras, esteve no local. Um dos diretores do Meio Ambiente entrou em contato com o site e prometeu providências para a quarta-feira. A mesma promessa foi feita por Giba, que concordou que o mato estava acima do suportável.

Na manhã de quarta, um mutirão no Silvio Salles. No final do dia, a limpeza estava completa. Diretoria e torcedores do Grêmio satisfeitos.

Quando a população, o poder público e a imprensa se unem com um objetivo, as coisas se resolvem. O site Passando a Limpo não fez mais do que sua obrigação, a prefeitura idem. O objetivo é sempre atender aos pedidos, para que a cidade seja um local melhor para vier.

Esperamos que possamos, em outras oportunidades, ajudar a prefeitura a ajudar você, amigo leitor.

E falando nisso, vale a pergunta: e a Praça Mouraí, no Glória, já foi limpa?

O pessoal está esperando!

Tenham um bom dia.


CARTA

RECOMEÇANDO TUDO DE NOVO...............

Prezado Arthur,

pelo visto você não pulou carnaval este ano e nem esperou as cinzas de quarta feira. Nunca li tantos comentários e opiniões no Passando a Limpo sobre a Política de Catanduva, ou seja nem tudo começa somente depois do carnaval.

Pelo visto de agora em diante não vai faltar assunto em Catanduva. Nessa quarta feira, com cinza ou sem cinza, os políticos reiniciam suas campanhas para as próximas eleições. Espero que todos se comportem como cidadãos em busca de um objetivo comum, a felicidade do povo de Catanduva. Vamos aplaudir aqueles que estão oferecendo a cara pra bater, tanto os candidatos a Prefeito como os candidatos a vereador. Falar, criticar é fácil. O difícil é ir a luta e colocar em prática a verdadeira Democracia.

Vamos torcer, sobretudo por aqueles que estão se candidatando pela primeira vez e pelas mulheres. A política de Catanduva está precisando de renovação, de gente nova. Vamos lembrar aos novos que a partir dessa quarta feira a Campanha estará começando e certamente será muito mais difícil do que trabalhar 4 anos na Câmara Municipal, se eleitos forem. Conseguir até 100 votos é fácil, uma maravilha. Daí pra frente, não adianta se iludir. É preciso trabalhar e rezar muito.

Durante os 3 dias de carnaval no Clube da Velha Guarda, somente 1 vereador lembrou que temos Baile toda 5ª feira e em sábados alternados e deu o ar da graça. A média de público nos bailes gira em torno de 250 pessoas, uma ótima oportunidade para "aparecer".

Desde já, como Presidente do Clube, deixo o espaço aberto para que todos, independente de Partido Político, possam circular entre os frequentadores e expor individualmente suas idéias e propostas para melhorar a nossa Catanduva.

Quanto ao Passando a Limpo, suas opiniões e dos leitores como fundamental para termos uma eleição de alto nível, um Prefeito e uma Câmara de Vereadores a altura que Catanduva e os Catanduvenses merecem. Que venham as cinzas e que todos tenhamos um bom recomeço.

PROF. ADONIAS CESARIO DE SOUZA - PRESIDENTE DO CLUBE DA VELHA GUARDA DE CATANDUVA


- As entrevistas do ex-prefeito Afonso Macchione - ao site Passando a Limpo e à Radio Globo - continuam repercutindo. Para a grande maioria dos integrantes do meio político, o ex-prefeito está afiado e pronto para uma eleição.

- No caso da entrevista para o Passando a Limpo, o tópico mais surpreendente foi em relação ao vereador Julinho Ramos. Macchione não poupou críticas ao ex-aliado. Para o ex-prefeito, Julinho votou errado em algumas sessões, perdeu uma grande oportunidade e pensa apenas em si próprio.

- O vereador rebateu de bate pronto. Sem querer polemizar, disse que a distância entre ambos pode ter feito com que Macchione não tivesse acesso a todas as suas iniciativas e projetos, e deixou as portas abertas para uma conversa.

- Por outro lado, como apoiou Julinho Ramos, talvez o ex-prefeito esperasse do vereador do DEM uma postura mais oposicionista em relação ao atual prefeito, Geraldo Vinholi.

- Falando no prefeito, logo após o Carnaval começará uma série de reuniões com seu grupo político. Neste feriado prolongado está descansando com familiares.

- Marco Vinholi tem absoluta certeza que seus votos serão contabilizados e em recurso apresentado conseguirá reverter a cassação de seu mandato como suplente. E mais: com as eleições de 2016 espera conseguir ocupar uma cadeira na Assembléia Legislativa.

- O filho do prefeito Geraldo Vinholi e atual coordenador do projeto Viva Leite diz que continuará na vida pública.

- O PT alegou que em ação que a máquina administrativa de Catanduva trabalhou para Marco. Porém, o coordenador lembra que a grande maioria de seus votos vieram de outros municípios e o material alegado - faixas - não seria suficiente para angariar os votos que teve nos diversos bairros da cidade.

- Para alguns "estudiosos" das esquinas, as eleições deste ano, em Catanduva, terão apenas três candidatos: o prefeito Geraldo Vinholi, a deputada Beth Sahão e o ex-prefeito Afonso Macchione.

- Os gurus políticos informam que o próximo vice na chapa de Vinholi poderá vir do PV. Carlos Tafuri, do DEM, é considerado um ótimo vice-prefeito, mas compromissos profissionais poderão afastá-lo das próximas eleições.

- Alguns presidentes de partidos estão sendo comunicados por futuros candidatos a vereador que neste ano estarão longe das eleições. Em época de crise, ninguém está a fim de jogar dinheiro pelo ralo.

- As aulas na rede municipal de ensino começam no dia 15. O prefeito Geraldo Vinholi garante que neste ano não haverá qualquer problema de uniformes e kit escolares.

- Carnaval do Clube de Tênis, neste ano, muito elogiado. Até mesmo os políticos estão prestigiando e com a corda toda...

- A sessão do legislativo, nesta semana, será na quarta-feira, 10. Mesmo horário das sessões habituais: 17h30.

- Em que pese o Grêmio Catanduvense estar fazendo bonito na série A3 - e que continue assim até o final - informações apontam que podem ocorrer na diretoria. Oficialmente, nada confirmado.

- Fontes do governo dizem que neste ano os funcionários terão uma boa surpresa no dissidío da categoria. Será?

- Sem Carnaval na cidade, metade da classe política viajou. Possivelmente, carregando as baterias para este ano que promete...

- O governo informa que está ampliando o Centro de Zoonoses.

A cada atualização, esta coluna receberá novos comentários e informações. Colabore enviando seu e-mail para arthur007@uol.com.br, com o título "Na Ponta da Pauta". Após recebermos a informação, realizaremos a checagem e publicação. Sigilo absoluto. Passando a Limpo: é você quem faz!


Opinião

Catanduva, 2030

Arthur Godoy Júnior

Qual é a Catanduva que você deseja, que você anseia para seus filhos? A Catanduva sem empregos, sem oportunidades, sem futuro, ou uma cidade que respeita seus cidadãos, com segurança, infra-estrutura, impostos justos, sem aquela impressão de negociatas pela esquinas? Qual é a cidade que estamos pensando para o amanhã e o que estamos fazendo para melhorar o nosso futuro? Quais são os políticos que produzimos e elegemos? Qual a estrutura partidária na cidade e a própria sociedade civil organizada? Onde está nossa consciência como cidadão, e a responsabilidade das autoridades - responsáveis por prepararem um dia melhor para o amanhã?

O Brasil passa por uma crise financeira, econômica e moral sem precedentes. Parece que estamos à beira de um precipício, que engolirá a todos, num salve-se quem puder. Infelizmente, todo esse lixo produzido pela classe política brasileira, pelos burocratas de Brasília, avança para o interior. A bolha de crescimento estourou, passamos o período de boas colheitas. O crescimento brasileiro foi puxado pela especulação e aumento de impostos. A especulação acabou, e a diferença do caixa governamental terá que ser reposta com novas taxas, a volta da CPMF e o estrangulamento dos benefícios dos trabalhadores. Empresários estão fechando suas empresas, pois não suportam a carga tributária. Milhares de trabalhadores estão indo parar no olho da rua.

Catanduva também teve seu período de grandes progressos. Isso foi na década de 70, na época em que ocupava as manchetes de jornais com notícias positivas. Tivemos time de futebol brigando pela primeira divisão, equipe de basquete que formava campeãs, clubes, o melhor Carnaval do interior, investimento e surgimento de indústrias. Nos transformamos em sede regional de governo, polarizando - ainda que de forma tímida - com São José do Rio Preto. O tempo passou, vários governos passaram, a cidade se transformou. Cresceu em sua periferia, ao mesmo tempo em que notamos uma queda na qualidade de vida. O catanduvense enfrenta problemas que antes não existiam, mas isso pode ser debitado na conta do progresso.

Chegamos ao ponto de não precisarmos mais falar desses problemas, todos sabem quais são. O momento agora é de buscar soluções, pensar a cidade no futuro. Dizem que Catanduva é a Cidade Feitiço, pois quem aqui passa, não se esquece jamais. Até isso vem mudando. Pelas redes sociais vemos grandes catanduvenses que aqui estiveram e hoje estão felizes em outras paragens, regiões, estados. A nossa cidade perde, a sociedade perde, o futuro perde. Em breve teremos eleições, onde voltaremos às urnas. Cada candidato vai apresentar seu leque de promessas, algumas que jamais serão cumpridas, e o catanduvense poderá - mais uma vez - participar de forma decisiva para o futuro de sua cidade.

Não é um processo rápido, mas demorado. Não será apenas em uma eleição que todos os problemas de décadas serão resolvidos. Mas está na hora do eleitor, do cidadão, pensar exatamente na cidade que deseja para seus filhos e netos. Precisamos de indústrias, empregos, saúde, segurança. Precisamos de escolas, educação, transporte decente. Precisamos sentir o poder público como um companheiro, não servindo apenas como coletor de impostos. Temos que ter uma imprensa forte, legislativo independente e uma Justiça que funcione. Crescimento econômico precisa ser acompanhado de crescimento social, e na crise, precisam existir mecanismos para que as pessoas - os mais carentes - não sejam penalizados.

Não temos a relação completa de candidatos ou suas propostas. Isso, com o tempo, surgirá. Mas eu não preciso de candidato para saber o que eu desejo para a cidade. Eu preciso ter em mente a Catanduva que eu espero e desejo para o amanhã. Sugiro que você faça o mesmo, buscando de uma forma ampla, encontrar os melhores nomes, as melhoras propostas - não mentiras, mas propostas sérias - que possam ser aplicadas nesta cidade do futuro.

Somos todos responsáveis pelo futuro de nossos filhos. Não podemos fugir desta responsabilidade.

Pensem nisso.


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Em Novo Horizonte, Saúde realizará mobilização para combater a dengue

Uma ação de intensificação será montada em Novo Horizonte para combater o mosquito aedes aegypti transmissor da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. Reunião para tratar o assunto foi tema de encontro no Centro de Saúde, pela Diretoria Municipal de Saúde.

Estiveram presentes, além de vereadores, representantes da Sociedade Civil, Clubes de Serviço, profissionais da saúde, assessores e diretores municipais, além de membros do setor de combate a vetores do município.

A Diretora Municipal de Saúde, Andréa Cristina Zanelatto Simon, abriu a reunião enfatizando que toda a tenção agora está voltada ao avanço das doenças transmitidas pelo mosquito aedes na região. “Mesmo que a situação esteja controlada em Novo Horizonte no presente momento, é preciso que trabalhemos juntos para combater o vetor. A população tem que entender que as doenças transmitidas pelo aedes matam ou deixam sequelas até mesmo irreversíveis", disse. Loilton Augusto Salvini, articulador de atenção básica do Departamento Regional de Saúde de Rio Preto, órgão ligado ao Governo do Estado de São Paulo, transmitiu algumas orientações sobre a intensificação que será realizada.

O trabalho de enfrentamento ao mosquito proposto pela União, Estados e Municípios, será realizado através de visitas técnicas nos domicílios particulares, no comércio, nas escolas, em terrenos vazios, nas praças e nos espaços públicos.

Na visão do profissional, essa é a única forma de combater o mosquito que transmite as doenças, eliminando seus criadouros. O trabalho de campo será dividido em várias frentes para atingir todos os bairros e zonas rurais próximos da cidade. As visitações ocorrerão nos dias 27 e 28 de fevereiro e nos dias 19 e 20 de março. É preciso, ainda de acordo com Loilton, a união de todos e o apoio de toda a Comunidade.

Para o trabalho de campo que será desencadeado na cidade, há necessidade de voluntários. Quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato pelo telefone 3542-9924.


Já cansou de reclamar? Está levando um chá de banco? Ora, amigo leitor, não fique....

LOCAL - PRAÇA DO MORAI

MENSAGEM DA LEITORA - Oi Arthur boa noite!!!

Mas uma vez estou aqui falando sobre o mesmo problema, a Praça do Mourai localizada no Pq. Glória I. Fico impressionada com a facilidade com que o poder público cobra do contribuinte tudo aquilo que ele não é capaz de fazer, essa praça está uma vergonha, essas fotos foram tiradas na semana passada, por tanto o mato já está bem mais alto hoje, somos obrigados a conviver com bichos, sujeira, vândalos, drogados, sem contar o risco de um foco do mosquito da dengue, o Prefeito e seu Secretariado não conseguem nem conservar o que já existe, a cidade está horrível e os bairros abandonados.

Não adianta ligar, pedir, nem implorar, pois os moradores dessa rua já ligaram na ouvidoria e na guarda várias vezes, até o comandante já veio ver a praça, tirou fotos e nos prometeu uma limpeza, mas isso já faz um mês e até agora só estamos vendo o mato crescer. Parabéns Arthur pelo sucesso e pela oportunidade dada a todos.

ÓRGÃOS QUE ESTÃO SENDO COBRADOS - GABINETE DO PREFEITO; SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE; GUARDA MUNICIPAL

DATA DA POSTAGEM - 03/02/2016

TEMPO DE BANCO - 8 DIAS

AVALIAÇÃO DO SITE PASSANDO A LIMPO - LOCAL ABANDONADO, PERIGOSO.


Análise

Os trabalhos de Hércules e um jogo de xadrez

Arthur Godoy Júnior

Caros amigos leitores do site Passando a Limpo.

Esta semana foi movimentada. O ex-prefeito Afonso Macchione foi obrigado a sair de seu retiro e demonstrar como está seu poder de fogo e ânimo para uma eleição. Nem preciso dizer o resultado disso. Em menos de 48 horas, Macchione foi alçado a popstar, colocando nas cordas o atual governo. Com a velocidade dos acontecimentos, num turbilhão de declarações, restou à administração catanduvense buscar a arma da comparação para tentar equilibrar a balança. Para o grupo do prefeito Geraldo Vinholi, apesar das dificuldades, muito foi feito pela cidade. Argumentam ainda que Macchione fala sobre 8 anos, enquanto Vinholi tem apenas três. Complementam com a diferença político/econômica das épocas, já que Macchione teria governado em período de ouro da economia brasileira e Vinholi ultrapassa uma das piores crises enfrentadas pelo país.

O problema, para o atual prefeito, é saber administrar algumas lacunas abertas. Principalmente aquelas relacionadas à sua comunicação com a população. Parece que falta agilidade no atendimento aos anseios populares. No início, foi o asfalto totalmente esburacado. Hoje, na distribuição de recursos e até mesmo em explicações simples, como os valores do IPTU, da conta de água e da taxa de esgoto. Isso sem contar a eterna reclamação de ruas escuras e falta de remédios na farmácia. Como quem não se comunica, se estrumbica, o prefeito terá que resolver essa questão o quanto antes. No atual momento, algumas reclamações e crises públicas estão ficando sem resposta imediata, deixando que as pessoas propaguem as críticas ao governo. E entram todos no balaio: serviços que são federais acabam sendo cobrados na conta do município, afinal, o prefeito é o representante do Executivo mais próximo da população. É ele quem paga o pato.

Se Vinholi conseguir resolver essa questão de comunicação, terá um segundo problema. Será que a população estará disposta a ouvir o que o governo tem a dizer? Será que não estamos diante de situação e números consolidados? É inegável que Macchione irá surfar no recall - aconteceu o mesmo com Warley Agudo Romão em 1988, quando o então ex-prefeito voltou nos braços do povo. Quem conhece história, sabe o começo, o meio e o fim. Warley fez um mandato espetacular no final da década de 70, passando a prefeitura para José Alfredo. O Zé do Povo usou todos os seus recursos e esforços tirando terra do rio São Domingos, mas não o suficiente para melhorar sua popularidade eleitoral.

Sem chance de reeleição, pela legislação eleitoral, José Alfredo apoiou outros candidatos, que foram facilmente derrotados por Warley. Esse, por fim, terminou de forma vexatória sua participação na política catanduvense, deixando a prefeitura e perdendo como candidato a vereador. A campanha eleitoral de 1988 foi como a de 2008: não foi uma eleição, mas um simples referendo.

O prefeito Geraldo Vinholi terá oito meses para desconstruir Macchione e apresentar agilidade e competência em seu governo. Terá ainda que enfrentar o eleitor catanduvense, o mais duro eleitor de todo o Estado de São Paulo, que geralmente fica enraizado em suas convicções, sem mudança de humor ou voto. Vinholi terá boa penetração em algumas camadas sociais, mas tem que torcer para não disputar votos com Beth Sahão, que já tem seus eleitores na periferia. Grandes frentes de batalha, numerosas e difíceis.

Vinholi terá que tirar sangue, suor e lágrimas de seus secretários e responsáveis por cada área da prefeitura. Cobrar produtividade, competência e resultados, e transformar tudo isso em alimento comestível ao eleitor.

Não podemos esquecer que o próprio ex-prefeito Afonso Macchione terá que enfrentar turbulências, sejam elas eleitorais ou jurídicas, além de críticas públicas de vários problemas de seu governo (desde a compra de palmeiras até a qualidade do asfalto que não durou duas chuvas pesadas, além é claro das centenas de sindicâncias instauradas pelo departamento jurídico, o que pode dificultar sua popularidade no serviço público municipal).

Cada um com suas armas, variadas, numa batalha campal, e com Beth Sahão no meio do tiroteio tendo seu mandato como deputada e uma votação expressiva na última eleição.

Não tenho um único número de pesquisa, e seria inconsequente se fizesse previsões sem ter dados técnicos para tal. Por isso, estou tão curioso quanto vocês, para acompanhar mais um capítulo político da história desta cidade.

Preparem a pipoca.




Região

Jamil Seron, prefeito de Tabapuã, é flagrado recolhendo lixo do Carnaval

O prefeito de Tabapuã, Jamil Seron, foi flagrado por munícipes de seu município trabalhando na recolha de lixo do carnaval. Ao contrário de outras cidades da região, Tabapuã realizou a festa popular. Um vídeo amador circula nas redes sociais, mostrando o prefeito de bermuda, chinelos e um chapéu recolhendo o lixo com uma sacola.

Segundo moradores de Tabapuã, isso não é novidade. Acredita-se que Seron tenha apanhado mais de 200 garrafas de vidro e latas. Em uma parte do vídeo, o morador que grava a cena diz "olha o prefeito Jamil catando latinha e garrafa do carnaval. É o prefeito trabalhando para o povo”.

Na sexta-feira, em outra postagem de moradores de Tabapuã, o prefeito foi fotografado limpando o local onde o Carnaval está sendo realizado. Há um mês, moradores encontraram o prefeito consertando o telhado de um dos quiosques de um centro de lazer da cidade.

Quando perguntado sobre o assunto, Seron diz que "todos os anos eu sempre fiz isso. Não é porque sou prefeito que não sou funcionário. Também posso ajudar e como tem matinê em frente ao ginásio com crianças, a gente faz essa vistoria para garantir a segurança de todos os foliões. Acho que a responsabilidade nossa é muito grande”, explicou.


Política

Para rebater Macchione, governo decide comparar administrações

A estratégia da cúpula do governo municipal para combater a pré-candidatura de Afonso Macchione e seus efeitos políticos, a princípio, já foi planejada: a comparação entre a administraçã Geraldo Vinholi com a do ex-prefeito. Apesar da diferença de período de governo, já que Macchione ficou oito anos e Vinholi finalizou até o momento apenas três, o gabinete junto com o PSDB local acreditam que os números de obras e inaugurações realizadas - se comparados - demonstrarão que o atual governo entregou benefícios à população de forma bem superior ao antecessor.

Vinholi pretende falar sobre o número de casas entregues, escolas reformadas e postos de saúde que estão sendo construídos. Vai lembrar ainda a situação em que pegou a prefeitura na questão de infra-estrututura, o Parque Mandaçaí, os reajustes concedidos ao funcionalismo, a crise econômica e a entrega da Estação de Tratatamento de Esgoto. O prefeito tem conhecimento do potencial eleitoral de Macchione, mas acredita que à medida em que a população for comparando ou se recordando de como era a prefeitura na época do ex-prefeito, irá repensar sobre uma eventual intenção de voto.

Na tarde de domingo, o PSDB de Catanduva encaminhou e-mail ao site Passando a Limpo, onde dá o tom de como irá enfrentar Macchione. O partido já havia publicado no jornal O Regional uma nota sobre as declarações dadas pelo ex-prefeito à Rádio Globo Noroeste Paulista.

Leia abaixo a nota enviada ao Passando a Limpo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Diretório Municipal do PSDB de Catanduva vem por meio desta prestar esclarecimentos ante as alegações difundidas pelo ex-prefeito Macchione ao site Passando a Limpo:

1.Afonso Macchione deixou dívidas na Prefeitura, não só junto ao IPMC, mas também para com financiamentos milionários de parques, absolutamente inadequados para a utilização da população. Além disso, produziu construções inacabadas e com problemas estruturais, que tiveram de ser totalmente reformadas pela atual administração.

2.O ex-prefeito demonstra amplo desconhecimento quanto à atual crise financeira instalada no país, com acentuada queda nos repasses externos. Mesmo assim, comparando-se os reajustes concedidos pelos dois governos aos funcionários públicos nos períodos correspondentes, os desta Administração foram muito acima da inflação; e sobre a evolução dos valores dos tributos, a desta Gestão foi bem menor que a da anterior, inequivocamente. Fundamentados nessas referências, podemos comparar de direito e de fato o verdadeiro desenvolvimento dos acontecimentos.

3. O PSDB submete à apreciação popular a comparação da qualidade da construção e funcionamento do Parque João Paulo II, por exemplo, com as instalações dos parques feitos pelo ex-prefeito. Além disso, se quiser aprofundar o debate, propõe comparar os índices alusivos aos serviços fundamentais atualmente implantados no município, tais como Educação, Meio Ambiente, Segurança, Saúde, dentre tantos outros.

PSDB - CATANDUVA



Repercussão

Julinho Ramos diz que vê crítica de Macchione com "tranquilidade" e que "os objetivos são os mesmos"

O vereador Julinho Ramos (DEM) disse que as críticas que sofreu do ex-prefeito Afonso Macchione, em entrevista exclusiva ao site Passando a Limpo, foram recebidas com "tranquilidade". Segundo o vereador, o excesso de compromissos empresariais do ex-prefeito podem tê-lo deixado com uma visão distorcida de seu mandato e do trabalho que vem realizando no legislativo catanduvense.

Na entrevista, ao ser perguntado sobre os novos nomes da política, Afonso Macchione disse que Julinho teria perdido uma grande oportunidade ao participar de votações prejudiciais ao município e o posicionamento do vereador seria egoista, pensando apenas em si mesmo.

As palavras do ex-prefeito apanharam o meio político de surpresa e tiveram repercussão imediata. Na noite deste domingo, o site Passando a Limpo conseguiu conversar com o vereador. Segundo ele, após às eleições de 2012, houve um distanciamento natural com o ex-prefeito Afonso Macchione.

Segundo o vereador, "ele foi cuidar das empresas, eu tive que me voltar completamente para o legislativo. Assim, acredito que possa ter uma visão distorcida de nosso trabalho. Estivemos presidindo a comissão dos transportes públicos, fazendo um levantamento completo dos problemas dos usuários de ônibus, apresentando um relatório completo e cheio de indicações ao atual prefeito municipal. Ainda com base na busca pela transparência, apresentamos projeto onde o poder público tinha a obrigação de apresentar todos os valores cobrados de multas e seus destinos. Acho que são propostas importantes para a população" explicou.

Julinho Ramos acredita que seu posicionamento político possa estar incomodando alguns que acreditam que ele possa pleitear uma vaga de vice numa eventual chapa de Afonso Macchione. "Acho importante que as pessoas saíbam que estamos trabalhando para concluir este mandato com orgulho e resultados. Não estamos preocupados, no momento, com eleição. Diariamente somos procurados por munícipes que exigem a nossa permanência no legislativo, numa candidatura como vereador. Talvez, seja a melhor maneira de ajudar a população. No momento certo, vamos tomar as nossas decisões".

E completou sobre as críticas de Macchione. "Se o ex-prefeito quer o bem de Catanduva, nós também queremos. Meu gabinete está aberto para uma conversa e tenho certeza que ele entenderá que em alguns momentos nosso posicionamento possa ter sido diferente daquele esperado, mas sempre foi em prol da comunidade".


Opinião

Prima la musica e poi le parole

Luiz Roberto Benatti

Em 7 de fevereiro de 1786, há exatos 230 anos, Mozart escreveu para uma competição a opera Der Schauspieldirektor/O empresário de teatro. Curioso constatar como se usa o termo empresário há tanto tempo e num espaço de criatividade - a ópera - que não deixaria satisfeitos os ditos empresários de nossos dias, muitos dos quais se colocam acima do bem e o mal. Admitamos também que dizer-se empresário, no mais das vezes, significa que o dito cidadão será necessariamente competente, além de achar-se acima de quem não o é. Não sei se Bill Gates pensa desse modo, ele que está muitos furos acima de todos os empresários do globo. Não vou examinar com lupa ou sem lupa as palavras da entrevista concedida por Affonso Macchione Neto a este blogue: o leitor que se dê conta de que ele faz a apologia de si mesmo, certo de que, breve, cumprirá o terceiro mandato de prefeito/empresário. Direi duas palavras sobre uma única observação, talvez a mais singela de todas as que foram ditas por ele:"O público não tinha o hábito de frequentar praças e jardins". Muitos empresários brasileiros julgam-se divinos. Assim, do alto de seu pódio celestial, estão certos de que inauguraram o melhor dos mundos possível. Ora, Affonso, não só o catanduvense sempre frequentou as grandes praças da cidade - República, Parque das Américas, 9 de Julho e Higienópolis, como, em meu caso pessoal, namorei nessas praças, coisa que seus familiares de mais idade o fizeram também.


Entrevista - Afonso Macchione

"Como cidadão, não estou satisfeito com a atual administração"

O nome da semana: Afonso Macchione Neto. Desde a matéria publicada em primeira mão pelo site Passando a Limpo, sobre sua candidatura - que ele nega ter se decidido - o meio político não fala em outra coisa. Seu telefone celular não parou de tocar, com mensagens e ligações. Muitos lhe dando parabéns, outros já querendo compor o governo. O clamor foi tão grande que o ex-prefeito esteve na Globo Noroeste Paulista onde chegou a ser entrevistado.

Neste final de semana, Macchione respondeu por e-mail perguntas encaminhadas pelo site Passando a Limpo.

Nenhuma pergunta ficou sem resposta. Desde o Parque Mandaçaí até a ação envolvendo funcionários do Simcat.

Macchione aproveitou para relacionar algumas de suas obras, que costuma chamar de "intervenções". Falou sobre política, lei de licitações, capacidade de investimento do município, contenção de despesas. Enfim, uma entrevista que deve prender os leitores na frente do computador.

Uma das respostas mais curtas, mas sem meias palavras: ao ser perguntado se como catanduvense estava satisfeito com o desempenho do atual governo municipal foi categórico....."não estou".

Leia a entrevista completa logo abaixo, com as respostas enviadas na noite de sábado e editada nos primeiros minutos deste domingo.

Passando a Limpo - Antes de mais nada, vamos direto ao assunto que toda a cidade está perguntando. No momento, o senhor é pré-candidato a prefeito?

Afonso Macchione - É uma decisão extremamente difícil e ainda não definida.

Passando a Limpo - Quando o prefeito atual, Geraldo Vinholi, assumiu, disse que a cidade estava com apenas 5% da capacidade de investimento. Esse número...é isso mesmo?

Afonso Macchione - Sim. A capacidade de investimento varia entre 3% e 10% de toda a receita do município, em função da estrutura da Prefeitura.

Se o quadro de funcionários for enxuto, o percentual para investimentos será maior. Em contrapartida, será maior também a necessidade de contratação de prestadores de serviços.

Na realidade atual da administração pública no Brasil, se você puder sentar numa cadeira de Prefeito encontrando todas as contas pagas, projetos prontos, pagos e com verba real provisionada para sua execução, obrigações trabalhistas em ordem, sem dívidas de curto prazo, frota renovada, erga as mãos para o céu!

Passando a Limpo - Qual a principal diferença entre a administração pública e a privada? Se pudesse, o senhor alteraria algo na lei de licitações, para agilizar a contratação de serviços?

Afonso Macchione - Em ambos os casos o administrador tem que minimizar perdas e otimizar gastos.

Na administração pública, a receita é pré-estabelecida, podendo ser melhorada com eficiência administrativa, fiscalização eficiente e postura séria que não privilegia favores pessoais. Também não se pode abrir mão de receitas para atender pequenos interesses. Na administração privada, o mais difícil é buscar a receita. Tanto na esfera pública quanto na privada, o que conta é o arrojo, a dedicação, a capacidade de trabalho e a competência do administrador.

O problema não está na Lei de Licitações. O problema está na elaboração dos projetos e editais, que devem ser bem detalhados, com regras claras e bem definidas, o que leva tempo para se fazer. Muitas vezes, com prazos apertados, esse detalhamento se torna inviável, pois pode exigir profissionais com diferentes especialidades. Daí a necessidade de uma boa equipe de planejadores, para que definam os projetos necessários para o desenvolvimento do município com antecedência. Nunca se sabe quais áreas os governos estadual e federal vão priorizar, e é bom ter projetos prontos para atender aos prazos e não perder recursos.

Nas licitações para compras de produtos é importante separá-los em grupos da mesma categoria. Por exemplo, é inadmissível colocar no mesmo edital a compra de derivados de carne e de laticínios, que dificilmente seriam produzidos por uma mesma empresa. Há também a necessidade de se especificar produtos de acordo com os padrões encontrados no mercado - ou seja, se os pacotes de bolacha encontrados no mercado tem 300 g, não se deveria exigir pacotes de 280 g no edital. Em casos assim, é grande a chance dessas licitações serem dirigidas a um determinado fornecedor.

Passando a Limpo - O assunto do momento é o Parque Mandaçaí. A que o senhor atribui a situação lamentável daquele parque? Falta de interesse da população ou do poder público?

Afonso Macchione - Falta capacidade administrativa e visão comunitária. Se você não fizer a manutenção do jardim da sua casa, em poucos meses ele estará todo praguejado. Da mesma forma, se qualquer outra avaria não for logo corrigida, os danos serão maiores com o tempo.

Recentemente aconteceu uma pequena erosão na pista de caminhada do Parque João Paulo. Se não fosse acudido a tempo, provavelmente hoje ele estaria intransitável. A falta de manutenção tem também comprometido os gramados que estão totalmente praguejados, como todas as praças da cidade. Além disso, tivemos o cuidado de reservar parte do pagamento das obras para ser efetuado após a entrega dos parques para corrigir eventuais problemas com as obras. Essa parcela foi paga por quem vive reclamando da qualidade da execução…

O público não tinha o hábito de frequentar praças e jardins. Aos poucos foi tomando gosto e hoje podemos ver muitos frequentadores. Lógico que com parques mais atrativos, o fluxo tende a ser cada vez maior. É muito bom ver pais e filhos passeando pelos parques. Tanto o Mandaçaí quanto o Ipês foram bem projetados, com criteriosa análise do BID, e nos locais adequados. Que fique bem claro, que nenhum projeto foi tirado da cartola, por desejo do administrador do dia! Foi feito com a participação e orientação de técnicos de uma organização internacional!

Esses parques fazem parte do grande corredor verde às margens do São Domingos, aproveitando o mesmo espaço para o lazer e a educação ecológica da população, principalmente das crianças, como fazem todas as cidades evoluídas do mundo. São áreas de risco de enchentes, que devem receber tratamento adequado para o uso da população. Em caso de cheias, o máximo que poderá acontecer é o parque não poder ser usado por alguns dias e necessitar de uma limpeza mais trabalhosa.

Imaginem se o Parque das Américas tivesse sido mantido em sua forma original como parque, sem as construções que hoje lá estão, com vários equipamentos e bem arborizado...

Passando a Limpo - O seu nome foi citado no processo sobre funcionários emprestados ao Simcat, inclusive com bloqueio de bens. Por qual motivo o número de funcionários emprestados ao Sindicato sempre foi maior que o estipulado em lei?

Afonso Macchione - A prefeitura havia assumido um TAC junto à Promotoria Pública datado de 1999, mas até 2005 nenhuma ação havia sido tomada. Quando assumimos em 2005, nossa maior preocupação era a de não conseguir cumpri-lo, pelo grande número de intervenções pactuadas – tais como tratamento do esgoto, despoluição do São Domingos, disposição final de resíduos sólidos (aterro sanitário), recuperação do "Castelinho", sinalização das vias públicas, readequação das áreas verdes, combate a erosões, retirar os ambulantes das praças, etc. Pode ter certeza que só o atendimento a este TAC já justificaria toda uma gestão. O não cumprimento dessas obrigações acarretaria pesadas multas para a administração, que já vinha sendo multada pela falta de aterro sanitário adequado.

Para retirar os ambulantes das praças, sem deixá-los à míngua, precisaríamos de um local para a instalação dos mesmos. A antiga sede do Simcat, na Avenida São Domingos com a Rua Pará, era um dos únicos locais adequados para o Shopping Popular. Por outro lado, o Simcat tinha interesse no Clube Itaú, que passou a ser de propriedade do Município. Após as avaliações necessárias, foi feita uma permuta e o Simcat solicitou ajuda da Prefeitura para a manutenção do Clube; em contrapartida, sempre que necessário o Clube estaria disponível para as formaturas escolares e outras atividades pertinentes. O Simcat fez a solicitação formal de mais alguns funcionários para auxiliar na manutenção do clube, que foi submetida ao departamento jurídico da Prefeitura, que orientou pelo deferimento, embasado em legislação municipal.

Passando a Limpo - Está claro que houve uma queda de repasses públicos para municípios do interior. Caso isso estivesse ocorrido em sua administração, qual seria a solução para minimizar os problemas?

Afonso Macchione - Os repasses constitucionais continuaram sem mudança significativa. Os repasses para obras ou atividades específicas, como emendas parlamentares, esses ficaram prejudicados.

A solução é cortar despesas e ter critério nos gastos. É imperativo conhecer bem os processos licitatórios e o custo real da obra licitada para poder negociar preços menores. Para isso são obrigatórios os princípios básicos de honestidade e credibilidade do administrador. O respeito a esses pontos torna o preço das obras muito menor! E, claro, administrar é estabelecer prioridades, portanto, reservar os recursos para educação, saúde, manutenção da cidade, sem espaço para gastos supérfluos.

Passando a Limpo - Qual foi a sua maior obra em Catanduva?

Afonso Macchione - Acredito que os mais de 30 km de emissários de esgoto (até então só havia 2 km), a estação de tratamento, os 2 poços no Guarani, a eliminação das grandes erosões e a canalização a céu aberto de praticamente todos os córregos do município, serão fundamentais para o desenvolvimento da cidade.

Na área social, a descentralização da Assistência Social com a criação dos CRAS e o Restaurante Popular. O novo Terminal Urbano com mais conforto aos usuários, a melhoria dos Conjuntos Habitacionais e as interligações melhorando o ir e vir das pessoas. O AME, a UPA, a Farmácia Popular, com remédio, a Central Odontológica, os PSFs e UBFs, a FATEC, o Instituto Federal, a Biblioteca Municipal, o Centro de Convivência Mauro Moura, antiga AABB, o Velório Municipal, as mais de 20 quadras esportivas nas escolas, o Ginásio de Esportes no Nelson Musa, a reforma de todos os prédios públicos municipais, os aproximados 1.000.000 m² de áreas urbanizadas, a Rua Ceará, enfim...

Acho que a maior obra é o conjunto de todas as intervenções.

Passando a Limpo - Como cidadão catanduvense, o senhor está satisfeito com a atual administração?

Afonso Macchione - Não estou.

Passando a Limpo - Na sua entrada no PSB, na ocasião, se falou sobre uma possível candidatura a prefeito? A decisão final será sua ou do presidente do partido, o vice-governador?

Afonso Macchione - Acho que ambos precisam querer.

Passando a Limpo - O senhor tem uma proximidade muito grande com o governador Geraldo Alckmin. Vê com bons olhos uma possível transferência de Alckmin para o PSB?

Afonso Macchione - Se o espaço dele no PSDB for obstruído por algum motivo, sim.

Passando a Limpo - Qual obra o senhor gostaria de ter começado e concluído dentro de seu governo?

Afonso Macchione - Acho que foi tudo a contento. Se fosse possível, gostaria de ter construído um Centro de Eventos. É triste ver as formaturas dos nossos universitários acontecerem em S. J. do Rio Preto.

Passando a Limpo - Hoje, política, é um assunto permitido dentro de sua casa, com os familiares?

Afonso Macchione - Sim. Sempre com muita transparência e ponderação.

Passando a Limpo - Caso o senhor decida não concretizar sua candidatura, pode haver um apoio público a outro candidato?

Afonso Macchione - Acho difícil.

Passando a Limpo - Como o senhor vê o surgimento de novos nomes na política, como é o caso de Julinho Ramos e Roberto Cacciari Filho?

Afonso Macchione -É sempre importante que os jovens se envolvam e que surjam novos nomes na política.

Acompanhando a distância, acho que o Julinho perdeu uma grande oportunidade no meio político. Foi eleito por um grande número de catanduvenses bem informados que esperavam dele atitude de líder nas grandes decisões políticas com independência e espírito comunitário. Entretanto, parece que ele esteve muito preocupado consigo próprio e se esqueceu da cidade. Participou de votações que serão prejudiciais ao município.

Quanto ao Betinho, sempre tive carinho pela convivência com a família. Não tenho como avaliar a sua maturidade e competência para administrar assuntos tão complexos como os exigidos do prefeito de uma cidade como Catanduva.

Passando a Limpo - O senhor sente falta da cadeira de prefeito?

Afonso Macchione - A experiência como prefeito foi importante para meu crescimento pessoal. Atualmente, porém, tenho atividades que me ocupam o tempo todo e também me realizam.

Passando a Limpo - A sua candidatura a deputado estadual. Guardou alguma mágoa do episódio? E afinal, o senhor iria conseguir se adaptar à vida do legislativo, já que o senhor sempre foi uma pessoa moldada para o Executivo?

Afonso Macchione - Realmente foi um episódio desagradável. Todavia, a simples indicação àquela candidatura já me deixou feliz. Se eleito, iria tentar desempenhar da melhor forma possível.

Passando a Limpo - Atualmente, qual o maior problema de Catanduva?

Afonso Macchione - A falta de manutenção da cidade, a desmotivação dos funcionários municipais e o sucateamento dos equipamentos públicos.



Opinião

A ENTREVISTA

Arthur Godoy Júnior

Foto tirada há alguns anos, após um city tour - O jornalista Arthur Godoy Júnior entrevistando o então prefeito, Afonso Macchione

Os leitores do site Passando a Limpo já notaram que há cerca de dois meses este espaço passou a publicar entrevistas com personalidades não apenas de Catanduva, como também da região. Entre o vereador Julinho Ramos e o prefeito Marcelo Hercolin (Santa Adélia), passando pelo subcomandante da Guarda Municipal, Cláudio Pereira, presidente do Sincomércio, Ivo Pinfildi, o coordenador do Viva Leite, Marco Vinholi e o presidente do PSDB de Catanduva, Tales Cury, a deputada Beth Sahão vários outros nomes já foram entrevistados pelo site. Provavelmente, em breve, voltarão a ocupar as páginas com novas perguntas e respostas, já que não só a política é dinâmica, mas a vida também se renova a cada momento.

Quando decidimos realizar entrevistas, pensamos em ampliar as linhas de pensamentos abrangidas pelo Passando a Limpo. Aqui, não existe nome algum vetado, e em todas as perguntas formuladas não existem "pegadinhas". O respeito com o entrevistado em primeiro lugar. Não se toca na vida pessoal, a não ser que for imprescindível e de maneira cortêz. O entrevistado tem o direito de não responder a qualquer pergunta, como também - caso queira - poderá formular questionamentos com respostas já que muitas vezes algum assunto relevante pode ser esquecido. Não há edição da entrevista e buscamos assuntos atuais e que sejam de interesse público.

Um dos primeiros nomes da lista era o de Afonso Macchione. Com seu currículo de ex-prefeito catanduvense, com dois mandatos, empresário, e pré-candidato, o interesse em ter uma entrevista sua em nossa página era enorme. Porém, havia o risco de não obtermos resposta já que em oito anos de governo, o site Passando a Limpo fez cobranças duras e diárias. Em muitas nós acertamos, em outras erramos. Mesmo assim, decidimos enviar as perguntas e em pouco mais de 24 horas, recebemos o retorno do e-mail indicando que a entrevista seria dada. Macchione agradeceu a oportunidade de falar com nossos leitores, e respondeu a todas as perguntas.

Esta entrevista, além do ponto de vista político, tem um símbolo muito forte para todos do site Passando a Limpo. Significa que nosso trabalho vem alcançando o objetivo da seriedade, do reconhecimento público dos catanduvenses que não apenas acessam a internet, mas daqueles que fazem a história. É um grande prazer poder abrir nosso espaço para todos e saber que estamos sendo lidos e comentados. É um grande prazer descobrir que nossa linha editorial - que já errou muito e acertou também - vai recebendo o respeito e ocupando seu espaço na mídia.

Agradecemos ao ex-prefeito pela entrevista, publicada na madrugada deste domingo de Carnaval. Seus correligionários poderão ler seu posicionamento sobre diversos assuntos da cidade. E saberão também que eles próprios estão com espaço aberto por aqui. O site Passando a Limpo não tem dono, é de todos. Queremos ser uma fonte de informação, opinião, debate. Com seriedade e respeito, com opiniões - críticas e sugestões.

Na foto acima, tirada por Nilton Cândido, entrevisto Afonso Macchione após um city tour. Há muitos anos...

Tenham um ótimo Carnaval.


Bom dia Arthur,

Segue fotos da Rua Pedro Soto Filho, bairro Jardim Oriental em que praticamente todas as tampas de boeiros no meio da rua estão nesse estado, ontem após presenciar um acidente (Carro bateu com tudo em um desses buracos), tive que tirar essas fotos para mostrar a situação para que não ocorram mais acidentes como o de ontem.

Esperamos que a Prefeitura verifique e acione a empresa responsável que ainda está no bairro efetuando a pavimentação das ruas.

OBS. O IPTU já chegou e já foi pago... acho que não é pedir muito não é???

Grato desde já.

Mande sua reclamação, opinião, sugestão, ponto de vista para "Espaço do Leitor", através do e-mail arthur007@uol.com.br.


PEDIU? RECLAMOU? NÃO ADIANTOU?

Você fez um pedido para a prefeitura, órgãos dos governos municipal, estadual ou federal? Não foi atendido? Estão demorando para resolverem seu problema? Você está levando um verdadeiro"chá de banco"?

É melhor "esperar sentado pois de pé, cansa?".

O site Passando a Limpo abre um espaço exclusivo para a sua reclamação. Enquanto não resolverem seu problema, vamos ficar esperando - mesmo sentados - a solução.

Mande a foto daquele buraco, daquele terreno baldio, o endereço daquela lâmpada que nunca acende, a sua reclamação com a burocracia oficial....Enfim, coloque a boca no trombone.

Recebendo o seu e-mail, vamos publicar por aqui e encaminhar aos órgãos oficiais, gabinete, secretarias e vereadores.

Alguém vai ter que resolver!

Enquanto o problema persistir, vamos esperando. Mesmo que sentados!

Envie seu e-mail para "arthur007@uol.com.br", com o título 'Esperando sentado!". Nós garantimos o sigilo do leitor.

Narre para a gente o que lhe aflige e ajude o site Passando a Limpo a ajudar a cidade!

Quem sabe se juntos poderemos resolver o problema?

Estamos aguardando! Não fique sentado no banco, arregace as mangas e comece a enviar seu e-mail!

Estamos esperando!

arthur007@uol.com.br



Colunismo mais que social tem nome e sobrenome:

Arlindo Gutemberg

Oi gente, tudo very well?

Mas que semana, não? O reino estava tranquilo, apenas esperando chegar o Carnaval para que todos pudessem viajar para longe da Pachalândia, quando eis que parece que o mundo caiu. Primeiro aqui no Facebunda vieram a ameaçar o Processado Godoy. Mas não deu nem para curtir a ameaça, pois o danado respondeu com a notícia de que o Rei Vignólio teria que enfrentar "aquele outro lá". Foi um Deus nos acuda. Todo mundo no reino começou a gritar, teve ranger de dentes, gente querendo se jogar do 4º andar. Parecia imagem do incêndio no Joelma.

Este colunista mais que social reconhece que foi acometido por ataque de pânico, afinal, isso é maldade com nosso Rei Vignólio. Ainda tentei argumentar que seria invenção do Processado Godoy em represália à ameaça formulada sabe-se lá por quem, mas quando viram a foto "daquele outro lá" conversando com nosso Japa San, Nobu Gozzi, aí deu desespero mesmo. Rei Vignólio, assim como Nero em Roma, se mostrou calmo e tranquilo. Disse que estava tudo sobe controle e que a voz do povo será a voz de Deus....

Pelo sim, pelo não, já apanhei a Bíblia...

Arlindo Gutemberg

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É só clicar

- Em São Paulo, aqui na zona leste, está chovendo um dilúvio...É pano atrás de goteira para tudo quanto é lado...

- TVs por assinatura estão perdendo assinantes. O que fazem? Decidem abrir guerra contra o Netflix, tentando fazer com que o governo taxe o canal, e o obrigue a colocar em sua grade programação nacional. Ou seja: ao invés de melhorarem a péssima programação, o sinal que cai a toda hora, e rever os preços (que já começam a ficar proibitivos), decidem derrubar o concorrente. O negócio é a gente ficar assistindo á TV Brasil mesmo....

- O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi à Missa de 462 anos de São Paulo. Na hora em que estava saindo, levou uma latada na cabeça. Isso é popularidade, senhores...

- Para o Lula virar santo só está faltando um pequeno detalhe, só um detalhezinho...mas o Sírio Libanês não tá colaborando...

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- Será que vamos ter Carnaval?

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