| |



PROF. DE FÁZIO
Eloá Macchione, cidadã de Catanduva
As atitudes de uma pessoa refletem sua disposição para enfrentar o dia-a-dia, às vezes, podemos ser tolhidos ou libertados pelos títulos que temos naquele momento de nossa vida: primeira dama, mulher do prefeito ou qualquer outra coisa.
Evidentemente que em uma cidade conservadora como a nossa, o alcance daquilo que fazemos, pode ser potencializado ou minimizado. Depende da pessoa que faz, onde faz e especialmente o porquê faz.
O princípio sadio da cidadania é aquele que causa primeiro a indignação, depois a ação na busca de direitos entendidos como subtraídos, lesados.
Não importa em qual nível, em qual situação. De que lado. Se em cima. Se em baixo.
Sentindo-nos com o direito, que no impulso inicial sempre é subjetivo, devemos sair em sua defesa. Não tomei partido em nenhum momento em relação a eleição deste sindicato. Tanto fazia se ganhasse a ou b.
Todavia, não posso deixar de anotar a atitude sadia e corajosa da cidadã Eloá Macchione. Ao sentir que teve seu direito de votar lesado, mesmo que seu entendimento ainda dependa de pareceres e opiniões, fez um boletim de ocorrência.
Se ganhar ou não, pouco importa. Agiu como cidadã na busca, na luta, que mostra. Não adianta querer imputar-lhe estar contra este grupo ou defendendo aquele grupo. Outro ponto inquestionável é que toda ação política é engajada. Desde a mulher do presidente, a mulher do prefeito, até a cidadã mais simples e humilde. Mesmo o silêncio de omissão da mulher do presidente Lula é decisão política.
O ato cidadão de Eloá merece defesa e elogio para que novos atos cidadãos sempre surjam, não importa se no nível de Brasil, de São Paulo, de Catanduva ou mesmo de sindicatos. Viva a cidadania!
Concedo-lhe, Eloá Macchione, o título de cidadã de Catanduva!
Catanduva: histórias mal contadas e o professor Paschoal
Conheci o professor Paschoal Turato. Além de professor, foi escritor e paleontólogo. Convidei-o, certa feita, a ministrar uma palestra sobre a cidade de Catanduva, suas origens, seus fundadores; a verdadeira, não a oficial. Nela, revelou pontos obscuros e manipulados.
Mas, não é a motivação destes escritos. Vou contar um pouco de sua vida. Em 1960, começou seus estudos sobre paleontologia. Descobriu sítios arqueológicos importantes. Neles, em Catanduva, o dinossauro Eusuco, também outro, entre Vila Roberto e Santa Adélia. Em Uchoa, o dinossauro Antartosauro.
Na sua residência, possuía peças e artefatos que dariam para se montar um museu, que, sem sombra de dúvidas, seria referência para nossa cidade e região, não eram somente ossos de dinossauros. Em uma de nossas últimas conversas, ele demonstrava uma insatisfação e muita mágoa com os prefeitos de Catanduva. Solicitou a eles apoio para a instalação de um local, onde pudesse colocar o seu acervo.
Na realidade não era dele, mas um conjunto rico de material para nossa história. Conversávamos sobre poesia, história e política. Não me lembro, em nenhuma ocasião, sobre meio-ambiente como matéria especifica de seus interesses.
O que ele mais desejava era um local para o museu.
Agora, tardiamente, denominam um local perto do bosque municipal com seu nome, e lhe dão o título de “defensor ferrenho do meio-ambiente”, a última coisa que ele pensaria ser.
Se desejarem resgatar sua memória, vão atrás de seu acervo que deve estar em outras cidades e lhe dêem um museu. Não inventem inverdade para mitigar suas consciências.
Catanduva nunca tratou bem homens da estirpe de Paschoal Roberto Turato.
O ÚLTIMO ENCONTRO COM LULA
O conheci em Managua, em julho de 1980, há 30 anos, durante a celebração do primeiro aniversário da Revolução Sandinista, graça a meus contactos com os partidários da Teologia da Libertação, que foram iniciados no Chile quando no ano 1971 visitei o presidente Allende.
Por Frei Betto sabia quem era Lula, um líder operário no qual os cristãos de esquerda punham desde cedo suas esperanças.
Tratava-se de um humilde operário da indústria metalúrgica que se destacava pela sua inteligência e prestígio entre os sindicatos, na grande nação que emergia das trevas da ditadura militar imposta pelo império ianque, na década de 60.
As relações do Brasil com Cuba tinham sido excelentes até que o poder dominante no hemisfério as fez sucumbir. Passaram décadas desde então até que voltassem lentamente a ser o que são hoje. Cada país viveu sua história. Nossa pátria suportou inusitadas pressões nas etapas incríveis vividas desde 1959, em sua luta perante as agressões do mais poderoso império que existiu na história.
Por isso, tem para nós uma enorme transcendência a reunião que acaba de concluir em Cancun e a decisão de criar uma Comunidade de Estados de América Latina e o Caribe. Nenhum outro fato institucional de nosso hemisférico durante o último século reflete semelhante transcendência.
O acordo é atingido no meio da mais grave crise econômica que tem tido lugar no mundo globalizado, coincidindo com o maior perigo de catástrofe ecológica de nossa espécie e ao mesmo tempo com o terremoto que destruiu a Porto Príncipe, capital de Haiti, o mais doloroso desastre humano da história de nosso hemisfério, no país mais pobre do continente e o primeiro onde foi erradicada a escravidão.
Quando escrevia esta Reflexão, a apenas seis semanas da morte de mais de duzentas mil pessoas, conforme cifras oficiais naquele país, chegaram notícias dramáticas dos prejuízos causados por outro sismo no Chile, que provocou a morte de pessoas cujo número está por volta de mil, segundo cifras das autoridades, e enormes danos materiais. Comoviam especialmente as imagens dos sofrimentos de milhões de chilenos afetados material ou emocionalmente por aquele golpe cruel da natureza. Chile, felizmente é um país com mais experiência nesse tipo de fenômeno, é muito mais desenvolvido economicamente e com mais recursos. De não ter tido infra-estruturas e edificações mais sólidas um incalculável número de pessoas, talvez dezenas ou inclusive centenas de milhares de chilenos teriam perecido.
Fala-se de dois milhões de danificados e possíveis perdas que oscilam entre 15 e 30 bilhões de dólares. Em sua tragédia conta também com a solidariedade e as simpatias dos povos, entre eles o nosso, ainda que conforme o tipo de cooperação que precisa é pouco o que pode fazer Cuba, cujo governo foi um dos primeiros em expressar ao do Chile seus sentimentos de solidariedade, quando as comunicações estavam ainda colapsadas.
O país que hoje coloca a prova a capacidade do mundo para encarar a mudança climática e garantir a sobrevivência da espécie humana é sem dúvidas o Haiti, por constituir um símbolo da pobreza que hoje padecem milhares de milhões de pessoas no mundo, incluída uma parte importante dos povos de nosso continente.
O acontecido no Chile com o terremoto da incrível intensidade de 8,8 na escala de Richter, ainda que felizmente a mais profundidade que aquele que destruiu Porto Príncipe, obriga-me a enfatizar a importância e o dever de estimular os passos de unidade conseguidos em Cancun, ainda que não me faço ilusões sobre o difícil e complexa que será nossa luta de idéias face ao esforço do império e seus aliados dentro e fora de nossos países, por frustrar a tarefa unitária e independentista de nossos povos.
Desejo deixar testemunho escrito da importância e o simbolismo que para mim teve a visita e o último encontro com Lula, desde o ponto de vista pessoal e revolucionário. Ele disse que, próximo já a finalizar seu mandato, desejava visitar seu amigo Fidel; qualificativo honroso que recebi da sua parte. Creio conhecê-lo bem. Não poucas vezes conversamos fraternalmente dentro e fora de Cuba. Uma vez tive a honra de visitá-lo em sua casa, situada em um modesto bairro de São Paulo, onde residia com sua família. Foi para mim um emotivo encontro com ele, sua esposa e seus filhos. Não esquecerei nunca a atmosfera familiar e sadia daquele lar, e o sincero afeto com que o abordavam seus vizinhos, quando Lula era já um prestigioso líder operário e político. Ninguém sabia então se chegaria ou não à Presidência do Brasil, pois os interesses e forças que se lhe opunham eram muito grandes, mas gostava de falar com ele. Lula também não se importava muito pelo cargo; satisfazia-lhe, sobretudo, o prazer de lutar e o fazia com perfeita modéstia; que demonstrou a mais quando, tendo sido vencido três vezes por seus poderosos adversários, apenas acedeu a permitir a postulação do Partido dos Trabalhadores uma quarta ocasião por forte pressão de seus mais sinceros amigos.
Não tentarei repassar as vezes que falamos antes que o elegeram Presidente; uma delas, entre as primeiras, foi em meados da década dos 80 quando lutávamos em Havana contra a dívida externa da América Latina, que então ascendia a 300 bilhões de dólares e tinha sido mais de uma vez paga. É um verdadeiro lutador. Três vezes, como disse, seus adversários, apoiados em enormes recursos econômicos e mediáticos, derrotaram-no nas urnas. Seus mais próximos colaboradores e amigos sabíamos, contudo que tinha chegado a hora de que aquele humilde operário fosse o candidato do Partido dos Trabalhadores e das forças de esquerda.
Com certeza seus oponentes o subestimaram, pensaram que não poderia contar com maioria alguma no órgão legislativo. Não existia já a URSS. O que poderia significar Lula na frente do Brasil, uma nação de grandes riquezas, mas de escasso desenvolvimento nas mãos de uma burguesia rica e influente? Contudo, o neoliberalismo entrava em crise, a Revolução Bolivariana tinha triunfado na Venezuela, Menem estava em queda vertical, Pinochet havia desaparecido da cena e Cuba resistia. Porém Lula é eleito quando Bush triunfa fraudulentamente nos Estados Unidos da América, despojando seu rival Al Gore da vitória.
Iniciava-se uma etapa difícil. Impulsionar a corrida aos armamentos e com ela o papel do Complexo Militar Industrial e reduzir os impostos aos setores ricos, foram os primeiros passos do novo Presidente dos Estados Unidos da América.
Com o pretexto da luta contra o terrorismo, reiniciou as guerras de conquista e institucionalizou o assassinato e as torturas como instrumento de domínio imperialista. Não são publicáveis os fatos relacionados com os cárceres secretos, que delatavam a cumplicidade dos aliados dos Estados Unidos da América com essa política. Deste modo, foi acelerada a pior crise econômica das que em forma cíclica e crescente acompanham o capitalismo desenvolvido, mas desta vez com os privilégios de Bretton Woods e sem nenhum de seus compromissos.
O Brasil, por sua vez, nos últimos oito anos sob a direção de Lula vencia obstáculos, incrementava seu desenvolvimento tecnológico e potenciava o peso da economia brasileira. A parte mais difícil foi seu primeiro período, mas teve sucesso e ganhou experiência. Com sua incansável luta, serenidade, sangue frio e crescente consagração à tarefa, em condições internacionais tão difíceis, o Brasil, atingiu um PIB que se aproxima aos dois milhões de milhões de dólares. Os dados variam segundo as fontes, mas todas o colocam entre as 10 maiores economia do mundo. A pesar disso, com uma superfície de 8 milhões 524 mil quilômetros quadrados, em comparação com os Estados Unidos da América, que apenas possui um pouco mais de território, O Brasil só atinge aproximadamente 12% do Produto Interno Bruto desse país imperialista que saqueia o mundo e expande suas forças armadas em mais de mil bases militares de todo o planeta. Tive o privilégio de estar presente em sua tomada de posse nos fins de 2002. Também esteve Hugo Chávez, que acabava de encarar o golpe de Estado traidor de 11 abril desse ano, e posteriormente o golpe petroleiro organizado por Washington. Já Bush era Presidente. As relações entre o Brasil, a República Bolivariana e Cuba sempre foram boas e de mútuo respeito.
Eu tive um acidente sério em outubro de 2004, que limitou seriamente minhas atividades durante meses, e fiquei gravemente doente nos fins de julho de 2006, em virtude do qual não hesitei em delegar minhas funções na frente do Partido e do Estado na proclama do dia 31 de julho desse ano, com caráter provisório, ao que logo lhe designei caráter definitivo quando compreendi que não estaria em condições de assumi-las novamente.
Assim que a gravidade de minha saúde me permitiu estudar e meditar, consagrei-me a isso e a revisar materiais de nossa Revolução, e de vez em quando a publicar algumas Reflexões.
Após a minha doença tenho tido o privilégio de ser visitado por Lula quantas vezes tem viajado a nossa Pátria e de conversar amplamente com ele. Não direi que sempre coincidi com toda sua política. Sou, por princípio, oposto à produção de bio-combustível a partir de produtos que possam ser utilizados como alimentos, ciente de que a fome é e poderá ser cada vez mais uma grande tragédia para a humanidade.
Este, porém ¬¬?o expresso com toda franqueza¬? não é um problema criado pelo Brasil e ainda menos por Lula. Faz parte inseparável da economia mundial imposta pelo imperialismo e seus aliados ricos que, subsidiando suas produções agrícolas, protegem seus mercados internos e concorrem no mercado mundial com as exportações alimentares dos países do Terceiro Mundo, obrigados a importar em câmbio os artigos industriais produzidos com as matérias-primas e os recursos energéticos deles próprios que herdaram da pobreza de séculos de colonialismo. Compreendo perfeitamente que o Brasil não tinha outra alternativa, face à concorrência desleal e os subsídios dos Estados Unidos da América e a Europa, que incrementar a produção de etanol.
A taxa de mortalidade infantil ainda no Brasil é de 23,3 por cada mil nascidos vivos e a materna de 110 por cada 100 mil partos, entretanto nos países industrializados e ricos é menos de 5 e 15 respectivamente. Outros muitos dados similares poderiam ser citados.
O açúcar de beterraba, subsidiada por Europa, arrebatou ao nosso país o mercado de açucar, derivado da cana-de-açúcar, trabalho agrícola e industrial precário e eventual que mantinha no desemprego grande parte do tempo aos trabalhadores canavieiros. Os Estados Unidos da América por sua vez, se apoderou também das nossas melhores terras e suas empresas eram proprietárias da indústria. Um dia, abruptamente, despojaram-nos da quota açucareira e bloquearam o nosso país para esmagar a Revolução e a independência de Cuba.
Hoje o Brasil tem desenvolvido a cultura da cana-de-açúcar, a soja e o milho com máquinas de alto rendimento que podem empregar-se nessas culturas com altíssima produtividade. Quando um dia observei a filmagem de uma extensão de 40 mil hectares de terra em Ciego de Ávila, dedicada a cultura da soja em rotação com o milho, onde se tentará trabalhar durante todo o ano, exclamei: é o ideal de uma empresa agrícola socialista, altamente mecanizada com elevada produtividade por homem e por hectare.
Os problemas da agricultura e suas instalações no Caribe são os furaco?s que, em número crescente, arrasam seu território. Também nosso país tem elaborado e assinado com o Brasil o financiamento e construção de um moderníssimo porto no Mariel, que será de enorme importância para nossa economia.
Na Venezuela estão utilizando a tecnologia agrícola e industrial brasileira para produzir açúcar e utilizar o bagaço como fonte de energia termoelétrica. São equipamentos de ponta que trabalham na empresa também socialista. Na República Bolivariana utilizam o etanol para melhorar o efeito ambientalmente nocivo da gasolina.
O capitalismo desenvolveu as sociedades de consumo e também o esbanjamento de combustível que originou o risco duma dramática mudança climática. A natureza demorou 400 milhões de anos em criar o que nossa espécie está consumindo em apenas dois séculos. A ciência não tem resolvido ainda o problema da energia que substituirá à que hoje gera o petróleo; ninguém sabe quanto tempo precisará e quanto custaria resolvê-lo a tempo. Vai dispor dele? Isso foi o que se discutiu em Copenhague e a Cúpula resultou um fracasso total.
Lula me contou que quando o etanol custa 70% do valor da gasolina, já não é negócio produzi-lo. Exprimiu que dispondo o Brasil da maior floresta do planeta, reduzirá progressivamente o corte de árvores atual em 80%.
Hoje possui a maior tecnologia do mundo para furar no mar, e pode extrair combustível situado a uma profundidade de sete mil metros de água e fundo marinho. Há 30 anos teria parecido história de ficção científica.
Explicou os programas educacionais de alto nível que o Brasil se propõe realizar. Valoriza altamente o papel da China no âmbito mundial. Declarou com orgulho que o intercâmbio comercial com esse país se eleva a 40 bilhões de dólares. Uma questão indiscutível: o operário metalúrgico se tornou atualmente num estadista destacado e prestigioso cuja voz se escuta com respeito em todas as reuniões internacionais.
Está orgulhoso por ter recebido a honra dos Jogos Olímpicos para o Brasil no ano 2016 em virtude do excelente programa apresentado em Dinamarca. Será sede também do Mundial de Futebol no ano 2014. Tudo foi resultado dos projetos apresentados pelo Brasil, que superaram os de seus concorrentes.
Uma grande prova de seu desinteresse foi a renuncia a procura da reeleição, e confia em que o Partido dos Trabalhadores continuará governado no Brasil. Alguns invejosos de seu prestígio e de sua glória, e pior ainda, os que estão ao serviço do império, o criticaram por visitar Cuba. Utilizaram para isso as vis calunias que desde há meio século se usam contra Cuba.
Lula conhece há muitos anos que em nosso país jamais se torturou ninguém, jamais se ordenou o assassinato de um adversário, jamais se mentiu ao povo. Tem a certeza de que a verdade é companheira inseparável de seus amigos cubanos.
De Cuba partiu rumo a nosso vizinho o Haiti. Informamos para ele nossas idéias sobre o que propomos com relação a um programa sustentável, eficiente, especialmente importante e muito econômico para o Haiti. Conhece que mais de cem mil haitianos foram atendidos por nossos médicos e os formados na Escola Latino-americana de medicina depois do terremoto. Falamos questões sérias, conheço seus ardentes desejos de ajudar a esse nobre e sofrido povo.
Guardarei uma inesquecível lembrança de meu último encontro com o Presidente do Brasil e não hesito em proclamá-lo. Fidel Castro Ruz março 1 de 2010 12h:15
Sete anos de Passando a Limpo
Honestamente, não sei por que existe o site Passando a Limpo. No início, houve intenção de levar ao catanduvense as informações que os outros órgãos da imprensa não publicavam, seria uma janela, ou talvez uma porta, por onde passavam as notícias das esquinas políticas da cidade. Não se pensava somente em informar, buscava-se um trabalho de consciência, de mostrar sem manipulações, sem cor partidária, o funcionamento da máquina administrativa. Por exemplo, o corte de água, quais os motivos que levam um cidadão a não pagar, as ações punitivas da Prefeitura. O trânsito de Catanduva e as milhares de multas. O desvio do Fundeb para o asilo dos idosos. Ao lado da notícia, um comentário pontual. As licitações, o fim do carnaval tradicional. Buscava-se levar ao internauta os bastidores, sem a máscara da parcialidade e do “jeitinho” catanduvense. Começou na era Félix. Em seguida veio o governo Macchione.
Sem objetivos de atacar, de denegrir pessoas, o site avançou. Muitos passaram e muitos passarão. Cada qual no seu estilo, na sua visão de mundo. Os atores da política local nunca mais foram os mesmos. Antes do site não se dava nomes aos bois. A fase da crença na política, da possibilidade da consciência nos eleitores passou. Hoje, o site atingiu a maturidade da existência própria, onde não se mistura seu criador e a criatura. Embora feito na cidade de São Paulo, possui uma rede de informações que passa longe das garras dos donos de Catanduva. Quanto tempo pode durar mais, não sei. Sei de uma única afirmação, depende da notícia, consegue ser amado e odiado.
Nele não há meio caminho.
Coisas de Catanduva: - Qual a sua grande decepção na política? Os políticos.
Não podemos esquecer que os políticos de Catanduva e do Brasil são votados. O sistema eleitoral permite que haja campanhas. E nas campanhas são gastos milhões de reais. Existem partidos políticos, nos quais os candidatos são filiados e escolhidos em convenções para se candidatarem aos cargos políticos: vereador, deputado, prefeito, governador, presidente e senador.
Todos os políticos de todas as cidades do país inteiro fazem parte da sociedade onde vivem, nas diferentes camadas sociais onde exercem ou não, suas atividades profissionais. Temos políticos empresários, advogados, engenheiros, professores, médicos, empreiteiros, padres, bispos, pastores, enfim de todos os segmentos existentes. Quase ia me esquecendo, em Catanduva, temos até palhaço. Com raras e especiais exceções, são eleitos os políticos que mais gastam dinheiro nas suas campanhas eleitorais. Geralmente, dinheiro vindo de forma suspeita.
A Justiça Eleitoral não tem condições de exercer uma fiscalização efetiva nas campanhas. As contas eleitorais apresentadas pelos candidatos são mera formalidade, rito de aparência. Os programas de governo apresentados nas mesmas campanhas não passam de peças publicitárias mentirosas e enganosas, qualquer Procon condenaria sem muitas delongas. As religiões, os empreiteiros, os sindicatos mais organizados, os industriais, as formas de maior poder influem na captação dos recursos, que por sua vez origina votos, que por sua vez origina mais ou menos representação. Criou-se um circulo vicioso inquebrável. E dele nasce enorme maioria dos políticos brasileiros.
Estamos falando do processo eleitoral, das eleições. Governar, então, a coisa é bem pior. Que explique, o presidente Lula abraçado com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, filha do senador José Sarney, que manda lá e é senador pelo Amapá.
Estranho, deveras estranho, quando um político, se diz decepcionado com os políticos e continua em cargo político, dizendo estar político.
Coisas de Catanduva.
Não basta o presídio, agora, dengue?
O passado não remoto trouxe notícias nada agradáveis para nossa cidade: pedofilia, o presídio e o chega pra lá do governador Serra ao prefeito Macchione. Nossa “mídia” inflada pelos vultosos empréstimos do BID e dedo providencial do petismo local, tentou dar uma resfriada nos fatos poucos digeríveis e de paladar desagradável para nossos administradores. Bastou tirar o presídio do fundo do quintal do usineiro e o “Alerta Catanduva” foi tirar uma soneca que poderá se tornar uma hibernação deliberada. Mais rápido do que se imagina será uma situação absorvida e aceita pelos pró-homens deste burgo. Quanto à pedofilia, terá que percorrer os labirintos de nossa morosa e cega justiça.
No entanto, o ano de 2010, começou com uma notícia que deixa em choque a população, e em xeque o governo Macchione, na área da Saúde. Na sua primeira gestão, por conta de fatos não bem explicados até hoje, tivemos milhares de casos de dengue.
Pensávamos que a experiência e a dor de dificuldade que tiveram estas pessoas par superar a doença. pudessem criar uma situação de “Alerta Catanduva”, só que para a dengue. A responsabilidade pelo retorno da dengue não poderá ser computada tão somente à população catanduvense. Se uma parcela considerável dos que tivera dengue apurasse sua memória, a própria reeleição de Macchione teria passado por um crivo mais apertado. Infelizmente, a pedofilia vai passar, o presídio veio para ficar e a dengue poderá voltar.
Tudo, às vistas plácidas dos interesses dos pró-homens que amam e dirigem a Catanduva que tiveram de volta, que se tornará o “celeiro do lixo” regional.
Catanduva 2009
O ano de 2009 não registrou ações novas e nem causou impactos que redimensionassem o perfil conservador e individualista predominante na maioria dos moradores de Catanduva. Na área industrial não avançou um centímetro, no setor comercial não vislumbramos nada diferente. Se houvesse uma política econômica dirigida para os serviços, onde a Prefeitura pode atuar, talvez tivéssemos alcançados índices melhores.
Ao reeleger Macchione, ficou claro o perfil conservador da cidade. Governando a cidade como “empresa” e, como regra geral no Brasil inteiro, tendo uma Câmara Municipal enfraquecida pela eleição de uma maioria despreparada, assistencialista, sem um conhecimento político construído e desenvolvido em práticas salutares dentro de partidos sadios, torna-se subserviente aos mandos dos prefeitos de plantão. Houve um grande vazio administrativo neste ano. As obras caminharam em passo de tartaruga.
Foram realizados grandes empréstimos, cantados em verso e prosa, mas esqueceram de dizer que são empréstimos e terão de ser pagos. Dizem que há um entendimento tácito entre o PT local e o Prefeito Macchione pela postura adesista de seus vereadores. O sucesso da filiação de Vinholi no PSDB passará pelas urnas, se perder terá dificuldades em ser prefeito. O mesmo caminho terá o ex-prefeito Félix se sair candidato a deputado federal e não for eleito.
A deputada Beth também é uma incógnita. As demais candidaturas de 2010 serão figurantes. Não vemos mudanças no horizonte próximo, Catanduva continua com os políticos dos anos 80 e provavelmente continuará por mais alguns anos. Nossos jovens perderam o encanto pela política.
Em sendo assim não há nada mais, somente a esperança.
Dois tucanos bicudos não se beijam
Quando nos referimos ao prefeito Afonso Macchione, temos criticado de forma veemente a sua posição autoritária e distante da população. Não recebe ninguém no seu gabinete, trata os vereadores como subordinados, age como se o cargo de prefeito fosse nomeado por concurso público. Estudei, passei. Mas a vida pública, o cargo eletivo, as ações políticas,( não adianta dizer que o prefeito não é político, seria o mesmo afirmar que o médico não faz medicina, o engenheiro, engenharia; o professor não ministra aulas), envolvem situações de se ter ou não habilidades específicas e pontuais. Isto é, atitudes tidas lá atrás e esquecidas ou modificadas para encobrir ou alterar fatos que não lhe são favoráveis agora, podem dar no que deu: o governador virar as costa e chamar de ingrato o prefeito Macchione.
Ao chamá-lo de ingrato, o governador Serra estava dizendo que ele não cumpriu algum acordo ou não defendeu posições já conversadas. Embora reeleito, e até o momento não tenhamos entendido, uma parte significativa da população, ter-lhe dado novo aval para continuar no cargo, posto que, trata a cidade de forma patronal, talvez, chegou a hora de ser chamado de ingrato também pelos catanduvenses. Sabemos por experiência passada que reeleição é desgastante e em Catanduva nunca deu certo, prevíamos que teria dificuldades no segundo mandato e alertamos, mas com a pouca memória de certos eleitores pagaremos pela sua aventura. A partir desta situação Macchione passará a ter dificuldades, não fez uma base de apoio nem político, nem da população. Para completar pediu ajuda para a Câmara Municipal que trata com “casca e tudo”, por temer queda de arrecadação.
O feitiço começa a se virar contra o feiticeiro.
Foi tratado pelo governador como costuma tratar os outros. Dois tucanos bicudos não se beijam.
Catanduva, política de (mui) amigos
O ex-prefeito Carlos Eduardo perdeu a sua primeira eleição para o ex-prefeito Varlei Agudo Romão, depois venceu o ex-prefeito Felix Sahão na sua primeira eleição, que venceu o prefeito Macchione na sua primeira eleição na Justiça e na segunda eleição nas urnas, que venceu o deputado Geraldo Vinholi na sua na primeira eleição e na segunda nas urnas.
Moral da história: embora perdendo eleições os três últimos prefeitos acabaram sendo eleitos. O mais interessante é que não houve alternância significativa, ou melhor, ruptura ou surgimento de uma oposição que mudasse totalmente as tendências politicas ou administrativas dos últimos vinte anos. Pelo contrário, há uma complementação entre as administrações, uma visou obras, outra visou o social e a atual retorna às obras.
Convém lembrar que o governo Macchione não concluiu ainda nenhuma casa popular, e salvo engano, não concretizou nenhuma ação para trazer empregos para nossa cidade. As últimas administrações não se preocuparam em liderar a microrregião. A cidade ainda vive da prestação de serviços. Dizem que o ex-prefeito Félix pretende sair candidato a deputado federal em dobradinha com a sua irmã Beth, se eleito, voltará como forte candidato a prefeito, se perder acabou. O mesmo não ocorrerá com o deputado Vinholi, se eleito, será praticamente imbatível para prefeito, se perder poderá se eleger prefeito, mas com enormes dificuldades.
Faltam ainda três anos para a próxima eleição, os grupos que dominam os interesses locais não estão definidos, amigos poderão tornar-se inimigos e vice-versa, inimigos poderão ser (mui) amigos. Eta vida de gado, povo sofrido, povo ferrado...
Vagner Bersa, D.Quixote de la Catanduva
A situação atual do vereador Vagner Bersa é, no mínimo, conflitante e perigosa. A lei em nosso país é severa e específica com relação aos símbolos nazistas, é proibido: fabricação, distribuição, veiculação.
Enquanto andava nas ruas, ornamentado de palhaço, carregando uma placa, ora com propaganda comercial, ora com dizeres contra políticos locais e mantinha um orkut com fotos e figuras ligadas ao nazismo, era tido mais ou menos mambembe. Ao se eleger vereador, sua situação ficou complicada com relação as suas divagações e seus quixotismos. Primeiro, optou claramente ser vereador e deixou sua roupa de palhaço no fundo do baú. No entanto, quer continuar com a falta de responsabilidade que era ser um quase palhaço. Fazia o que lhe dava na “telha”. Falava o que lhe vinha na ponta da língua. Segundo, não conseguiu atravessar a divisa entre a vereança e as suas fanfarronices. Se dependesse de mais de duas pessoas, aliás, de duas pessoas para defender suas posições no orkut, lembraria bem D.Quixote, teria apenas o fiel escudeiro.
Quanto à questão do nazismo, cabe à Justiça a interpretação e aplicação da lei. Mas compete ao homem público conhecer as leis e não se envolver em ações bizarras e megalomaníacas. Puro e ledo engano pensar que se vestindo de Hitler conseguirá dividendos políticos. O máximo que vai conseguir, dependendo do entendimento da Justiça será uma condenação e a perda de seu mandato. Negar seus méritos pessoais de persistência e atribuir sua eleição a mero protesto seria equívoco. Daí, ignorar e não esperar essas atitudes e até piores dele; também é equívoco, e maior ainda.
Macchione vai engolir “o sapo” ?
Sem a sanha arrecadatória, o governo Macchione seria melhor compreendido e suas realizações vistas com enfoques progressistas; fato que levaria o prefeito a ser amado pelos munícipes. No entanto, sua forma de agir inviabiliza e nutre antipatias, não confundir com aceitação.
O governo Macchione se diferenciou do governo Félix no estrutural, mas peca no essencial. Não adianta as reformas, as rotatórias, as adequações, embora muitas necessárias, e algumas imprescindíveis, se na contrapartida é um governo ausente e encastelado.
Aprendeu a pontualidade das ações, vai dar um salto nas obras a partir de 2010 e acelerar o ritmo em 2011 e 2012, anos das eleições. Sendo a participação política dos brasileiros e catanduvenses pautada pela falta de memória e de informações e no ouvir falar, esta receita sempre dá certo. O bolo deve ser cortado após cantar os parabéns.
Apenas, um porém: se não se desfiliar do PSDB e o deputado Vinholi se eleger, engolirá “o sapo”? Não adianta vir com Cacciari, Sinval ou Nobuaki, serão, na política de Catanduva, os eternos vice-prefeitos.
Já dissemos uma vez e repetiremos: o corredor político de Macchione está estreito. A manter sua distância das entidades, das instituições, das pessoas e continuar como “patrão que paga em dia, reformador de praças, manda quem pode; obedece quem tem juízo”; correrá o risco de visualmente e estruturalmente ter sido um bom prefeito, mas um prefeito ruim.
E a história nunca perdoou os bons que foram ruins.
Nuvens negras para Macchione
O primeiro ano de governo Macchione, após a sua reeleição, mostra uma espécie de exaustão, um certo cansaço de governar a cidade sem diálogo, sem participação dos diversos segmentos da cidade. Pode até ter dado certo no primeiro mandato. Mas, neste segundo mandato, Macchione padecerá do seu ponto mais vulnerável, e do qual ele argumenta insistentemente como virtude: o fato de não ser político. Em menos de um ano, tivemos a tentativa frustada , de momento, da construção do presídio do Serra, dois projetos rejeitados, inclusive o da taxa dos bombeiros (FEBOM) que poderá acarretar ao prefeito consequências judiciais, e de sobra as multas da patrulha ambiental. Nesta briga, ele e o vereador -presidente da Câmara Municipal, Marcos Crippa, o grande perdedor será o prefeito Macchione. As palavras mal ditas mostram que o fim desta queda de braços pode estar longe. Quando se levantam fatos sepultados, situações que se desejavam esquecidas, criam-se ressentimentos; mesmo que se chegue ao entendimento e à paz, nunca mais haverá confiança. O corredor político do prefeito está apertado, levando-o a atitudes desnecessárias e negativas, como foram as suas palavras em relação ao deputado Vinholi, dizendo-o tucano de aparência. A entrada do deputado Vinholi no PSDB mostra o já dito acima, por se dizer não político , mas inegavelmente sendo o cargo de prefeito, um cargo político, há necessidade de agir como político. A atitude mais coerente e inteligente de Macchione teria sido ao terminar o seu primeiro mandato, sair de mansinho, com o nome respeitável e, embora, eu não concorde com a maioria que o reelegeu, ter sido um bom prefeito. Agora, foi chamado de ditador e prepotente, além de falta de bom senso por um ex-palhaço, hoje vereador, e mentiroso por outro vereador. Está a um passo de ser chamado de coisas piores, mentiroso pode ser pouco. Comer e coçar é só começar.
O jeitinho Lula de Obama não engana ninguém (inteligente)
Um dia após receber o prêmio Nobel da paz, o presidente Obama estava sentado à mesa de guerra, ao longo dos anos este prêmio foi entregue, corretamente, a duas pessoas: Madre Teresa de Calcutá e Nelson Mandela, aos demais não passou de jogada política ou decisões mesquinhas.
Convém lembrar quem foi o criador deste prêmio e como foi criado, assim veremos como são as ações humanas, suas motivações, seus interesses:
...a criação dos Prêmios Nobel ocorreu por um acaso. Quando faleceu o irmão de Nobel, um jornal publicou um longo obituário de Alfred Nobel, por engano, acreditando que fora ele a falecer.
Assim, Nobel teve uma oportunidade concedida a poucas pessoas: ler seu próprio obituário ainda em vida. Aquilo que ele leu o horrorizou: o jornal o descreveu como um homem que tornara possível matar mais pessoas, mais rapidamente, que qualquer outro que jamais tinha vivido.
Naquele momento, Nobel percebeu duas coisas: que ele seria lembrado daquela maneira, e que não era assim que ele desejava ser lembrado. Pouco depois, ele estabeleceu os prêmios.
Hoje, devido ao que ele fez, todos estão familiarizados com o Prêmio Nobel, ao passo que relativamente poucos sabem como ele construiu sua fortuna,... (transcrição) construindo e vendendo explosivos.
O momento histórico, que vivemos, é fértil aos camaleões políticos, aos falsos profetas, aos arautos da hipocrisia. Infelizmente, na falta de valores corretos, uma enorme parte dos eleitores votarão em supostas e fraudulentas teorias, a história não absolverá as farsas engendradas por eles, muito menos eles.
Quem viver verá.
Epístola aos meus inimigos
Vou esclarecer aos meus inimigos que, epístola quer dizer carta, gosto de usar este termo epístola, pois lembra outra palavra. No entanto, ficaria deplorável para minha imagem pública usar : “pistola aos meus inimigos”.
Ontem, à tarde, recebi a visita de um dos maiores políticos de Catanduva, ele veio prestar solidariedade e dar apoio a uma possível candidatura minha na próxima eleição. Eu e o ”Amigo do Cão”, preocupados com o desenvolvimento de nossa cidade, depois de três horas de incansável debate ficamos em dúvida.
Se eu optasse ser deputado federal, já que todas as candidaturas são para deputado estadual, sem sombra de dúvidas seria eleito. Tendo Catanduva, apenas um candidato a deputado federal, e já que todos os políticos daqui, amam esta cidade, inclusive o prefeito Macchione, apoiariam a minha candidatura. Lembram quando ele disse lamentar Catanduva não ter deputado federal, e que se tivesse a cidade ganharia emendas de milhões de reais.
Em outro ângulo, teremos vagas para dois senadores em cada estado, São Paulo serão candidatos, a que tudo indica, Mercadante, Romeu Tuma e Chalita. O Chalita é aquele que foi secretário da educação. Eu, atualmente, também sou secretário da educação.
Sendo a categoria dos professores, uma categoria forte, unida, esclarecida politicamente, especialmente preocupada com a educação, trabalhariam incansavelmente para nossas candidaturas. Imaginaram dois senadores de São Paulo ligados à educação .
Todavia, para uma decisão coerente e lúcida, não posso esquecer de consultar outros proeminentes políticos como o “Mãozinha”, o Samuel , o Rogerinho, a Clarice Flanelinha, uma lista infindável, perdoem-me se esqueci de algum nome, com certeza estão todos encravados no meu coração.
Pode-se notar que o momento é propício para o desenvolvimento regional, estadual e nacional de nossa Catanduva. Faremos quatro deputados estaduais: Sinval, Beth, Vinholi e Vagner Bersa. Chances reais de termos pela primeira vez depois de quarenta anos, um deputado federal e mesmo um senador. Aguardem minha decisão com muita ansiedade. Ela será breve.
Com o coração transbordando de amor e os olhos, em lágrimas, termino, pleno de agradecimentos :
Obrigado, companheiros fiéis, estaremos juntos para sempre.
Raposas, sapos e escorpiões
Era uma vez.... duas raposas da política catanduvense, conversavam animadamente sobre as eleições, lembravam daquela onde o sapo concorreria a prefeito e o escorpião seria vice-prefeito.
De nada adiantava alertar o sapo que o escorpião não viria, ele já estava em outra. O sapo não largava do celular, falava com o escorpião a cada dez minutos, ele sempre confirmava que seria o candidato a vice-prefeito.
No dia da convenção, dito e feito, o escorpião não apareceu. O sapo ficou com cara de sapo. O tempo passou. Vieram outras eleições. Todos sabem que a vida do sapo e a do escorpião é curta. Não. nem todos sabem, quem não acredita em reencarnação, ou não sabe ou finge que não quer saber. A verdade é que as raposas sabiam da verdade. Elas tinham acertado com o escorpião, falava-se em cem mil reais, os mais ousados falavam em duzentos mil reais, com direito a sequestro.
No giro da vida, uma raposa reencarnou raposa. A outra raposa reencarnou sapo. Maldita natureza, cheia de surpresas.
O escorpião voltou a ser escorpião. De nada adiantou falar ao sapo que o escorpião não viria. Novamente o escorpião não veio. E de novo o sapo ficou com cara de sapo.
Mas ainda serão felizes para sempre, raposas, sapos e escorpiões.
O cofre Catanduva possue tetas suculentas e fartas.
Educação pública para quem ?
A educação pública segue a mesma rota irreversível da saúde pública, muita propaganda, muito alarde, mas cada ano que passa a situação piora. Não há um engajamento real das forças políticas em prol de uma educação pública de qualidade, nossa abordagem é relacionada aos ensinos fundamental e médio. Enquanto os filhos dos ricos pagam escolas particulares, nos fundamental e médio, indo fazer o curso superior em faculdades públicas. Os filhos dos pobres fazem a escola pública, nos ensinos fundamental e médio, pagam para fazer o curso superior.
O sistema de cotas acaba ajudando a manter esta precariedade das escolas públicas, abre uma pequena brecha para dar vazão a uma comporta prestes a estourar. Ninguém em sã consciência e com condição deixa seu filho em escola pública.
Situação análoga à da saúde, a maioria está pagando planos de saúde para fugir do SUS, ficando nele quem não tem a mínima condição. Mesmo os professores da rede pública, na esmagadora maioria, mantém seus filhos nas escolas particulares, incluindo todo o pessoal de apoio pedagógico, supervisores, diretores de escolas, secretários de educação. Fazem um discurso da melhora da qualidade da educação pública, mas seus filhos continuam na particular.
É a pedadogia da hipocrisia. Enquanto a escola pública servir aos outros, aos menos afortunados, não haverá pedagogia que lhe dê alento e solução.
Há necessidade de uma mobilização urgente, no sentido de derrubar as máscaras desses hipócritas que gritam pela educação pública para os outros.
E a sociedade saber claramente, que a única equação para sair deste atoleiro, é tornar obrigatório os senhores políticos, e aqueles que trabalham na educação pública, manter seus filhos matriculados nela.
Uma cidade também se faz com homens e livros
Moramos em uma cidade que tem um Palácio da Educação, tem uma Estação da Cultura, tem uma Superintendência de Abastecimento de Águas e Esgotos, tem a Praça dos Três Poderes, tem rotatórias para todos os gostos. Tem, tem e tem.
A cidade dos superlativos. Chegou até ter aeroporto internacional. Chegou a ser exemplo de São Paulo para o Brasil. Uma cidade que arrecada perto de R$ 250 milhões de reais. Atualmente conta com vários jornais locais. Igrejas e templos para todos os credos.
Temos um Campus Universitário. Faculdades de Medicina, Direito, Educação Física. IDH nas alturas. Maior número de carros per capita da região. Temos sites, até de doenças sexualmente transmissíveis. Temos três hospitais. Telas de Benedito Castilho, na Igreja Matriz .Aqui, aterro sanitário chama Centro de Gerenciamento de Aterros e Resíduos. Restaurante popular, a ser inaugurado o funcionamento, com comida a R$ 1,99 o prato.
Paralelo ao surto de desenvolvimento e as respectivas maquiagens temos uma biblioteca lastimável, desatualizada. Um desses dias, um professor de uma cidade vizinha, parado defronte a ela, perguntou se era um “sebo” de nossa cidade.
Se, segundo Monteiro Lobato, um país é feito com homens livros, uma cidade também se faz com homens e livros. Está mais do que na hora de acrescentarmos mais um superlativo aos Palácios e Superintendências.
Nossa Biblioteca Pública Municipal necessita urgente de uma instalação adequada, de uma renovação dos seus livros. É vergonhoso para uma cidade do porte de Catanduva não possuir biblioteca de verdade.
Quando vamos deixar de ser a cidade do ter, ou melhor, até quando vamos aceitar esta biblioteca ?

PARA VOLTAR À PÁGINA PRINCIPAL - CLIQUE AQUI
|